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28/12/2007 - 10h11

Censo

Coleta de dados estatísticos é muito antiga

Manuela Martinez*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Em dezembro de 2007, mais precisamente no dia 21, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os resultados do trabalho realizado por centenas de pesquisadores. Pelo censo, ficamos sabendo que a população brasileira cresceu 8,48% nos últimos sete anos, passando de 169.799.170 habitantes em 2000 para 183.987.291 em 2007.

Outros dados curiosos também foram apresentados na pesquisa, iniciada em abril de 2007, como o número de pessoas com 100 anos ou mais (11.042) e 17 mil casais homossexuais que dividem o mesmo teto.

Melhor alternativa para governantes, pesquisadores e historiadores conhecerem o país, os Estados e os mais de 5.500 municípios brasileiros, o censo é um recurso utilizado desde a Antigüidade.

China: censo mais antigo

De acordo com a maioria dos historiadores, o censo mais antigo é o do país mais populoso do mundo, a China. Em 2238 a.C. o imperador Yao mandou coletar dados estatísticos sobre a população e as lavouras chinesas.

Os egípcios, os gregos e os romanos, povos que exerceram grande influência para o desenvolvimento da humanidade, também realizaram censos muitos séculos antes do nascimento de Cristo.

Nas Américas, antes da chegada do navegador Cristóvão Colombo, os incas tinham um sistema numérico que registrava os dados da população. Palavra derivada do latim census, o censo nada mais é do que o conjunto de dados estatísticos de uma cidade, de um Estado ou de uma nação.

Dados estatísticos fundamentam decisões

É com base nos resultados dessas pesquisas que as administrações públicas identificam os locais que mais necessitam de obras de infra-estrutura, fazem projetos de investimentos em educação, transportes, saúde e educação e tomam decisões políticas e econômicas, por exemplo.

Mas não são apenas os administradores públicos que recorrem ao censo para desenvolver os seus projetos. Empresários, construtores e sociólogos, entre outros, utilizam os dados estatísticos para fundamentar decisões, liberar empreendimentos, analisar o perfil da população e saber os rumos tomados pela sociedade após um determinado tempo. Nessas análises, os dados divulgados após cada censo são geralmente comparados com as últimas estatísticas.

O censo de 2007, por exemplo, constatou uma mudança significativa na proporção entre homens e mulheres em relação à pesquisa de 2000. Naquele ano, a proporção entre os dois sexos era praticamente a mesma, ou seja, 100 homens para igual número de mulheres. Em 2007, o resultado já foi diferente: 99,6 homens para cada 100 mulheres.

Censo no Brasil

Enquanto em muitos países da Ásia, Europa e África o censo foi utilizado pela primeira vez há muitos séculos, no Brasil, até 1872, os dados populacionais não eram precisos. Para levantar o número de habitantes do país, os responsáveis pela coleta de informações utilizavam normalmente relatórios de autoridades eclesiásticas ou mesmo estimativas populacionais fornecidas pelos ouvidores.

Dados do IBGE revelam que o primeiro regulamento censitário no Brasil surgiu em 1846, pouco mais de duas décadas após a Proclamação da Independência. Livre do domínio de Portugal, os responsáveis pelo regulamento definiram que o censo deveria ser realizado a cada oito anos.

Em 1870, com a publicação de um novo decreto, ficou estabelecido que os censos deveriam abranger todo o território nacional, sempre a cada dez anos. Em 1872, aconteceu efetivamente o primeiro recenseamento no país, denominado Recenseamento da População do Império do Brasil.

Com a criação do IBGE, no final da década de 30, o censo ganhou mais dinamismo e começou a acrescentar novo dados à tradicional pesquisa populacional.

Atualmente, os pesquisadores colhem informações sobre taxas de emprego e desemprego, rendimento, fecundidade, escolaridade, número de pessoas por domicílio e até mesmo a quantidade de aparelhos eletrônicos que há em cada casa. Esses dados servem para revelar, com precisão, as mudanças ocorridas na sociedade brasileira.
*Manuela Martinez é jornalista e publicitária.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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