O famoso conflito de gerações ainda existe hoje?
Com o avanço tecnológico, tudo acontece mais rápido na atualidade. Isso aproxima as idades, bem como o seu modo de ser, de pensar e de se comportar. A transformação dos costumes, ocorrida a partir da década de 1960 e que teve como marco mais célebre o ano de 1968, fez a família se modernizar e mudar de estilo. Entretanto, muitos afirmam que ainda existe o célebre conflito entre gerações. Pais e filhos continuam com relacionamento difícil e raramente conseguem chegar a um acordo sobre questões essenciais da vida cotidiana. O que você pensa disso? Justifique suas opiniões com fatos e argumentos.
Filhos são o melhor radar para o sucesso
Andrew Lippman, fundador do Institulo de Tecnologia de Massachutsetts (EUA), afirma que "a velocidade com que as gerações surgem, hoje, diminuiu de 30 para três anos, e que, para estar atualizado, um empresário [que quiser ter sucesso] deve perceber quais produtos mais atraem seus filhos."(...)
Folha de S. Paulo. 8 de junho de 2008. Caderno "Negócios", pág.4Maitena, Folha de S. Paulo, 25 de maio de 2008Honrar pai e mãe
(...) "Foi-se o patriarcado, em que havia regras rígidas. Eu não quereria estar na pele dos infratores de então, os filhos que ousavam discordar. Em lugar da antiga rigidez e distância, estabeleceu-se a alegre bagunça, com mais demonstrações de afeto, mais liberdade, mais respeito pelas individualidades - muitas vezes com resultados dramáticos. Lembro a frase que já escrevi nesta coluna, do psicólogo que me revelou: "a maior parte dos jovens perturbados que atendo não tem em casa pai e mães, tem uma gatão e uma gatinha (...). Pais bonzinhos são tão danosos quanto pais indiferentes".
Lya Luft, Veja, 11 de junho de 2008, pág. 18Escândalo social
" No meu tempo não havia essa história de responder para o pai ou para mãe e ter vontades egoístas. Todos obedeciam com um olhar, comiam o que tinha, pediam licença pra tudo. O menino e a menina já sabiam o seu futuro. Se o pai tinha um açougue, ele também ia ser açougueiro. Se a mãe era professora, a filha tinha de ser um pouco mais: talvez advogada. Hoje o mundo está de cabeça para baixo, porque os filhos é que mandam nos pais, os filhos mudam o jeito dos pais, até o jeito de lidar com os negócios familiares. Criticam tudo, fazem barulho, ouvem músicas absurdas, não respeitam a geração dos avós, vivem no computador mas, apesar de tudo, ficam um tempo enorme morando na mesma casa . É um escândalo social."
Érica Winsburg, professora universitária aposentada, 70 anos, em entrevista a Flávia Di Roberto. Texto inédito.
Observações
Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;
Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
Não deixe de dar um título a sua redação;
Envie seu texto até o dia 25 de julho de 2008;
Confira as redações avaliadas a partir de 1o de agosto de 2008.
Elaboração da Proposta
Márcia Lígia Guidin
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
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