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Proposta de janeiro de 2008

Um cachorro vale mais do que um ser humano?

A multimilionária Leona Helmsley, dona de um império imobiliário nos Estados Unidos, morreu em 20 de agosto de 2007 e deixou por testamento US$ 12 milhões para seu cachorrinho. O animal foi favorecido em prejuízo de dois netos de Leona, que foram deserdados. Para muitos, o gesto pode parecer absurdo. Outros talvez o aprovem. Há quem valorize o melhor amigo do homem mais do que o próprio homem. Você acha isso justo? Um cão pode valer tanto ou mais que um ser humano? Sob o ponto de vista da ética, trata-se de uma questão que merece reflexão.

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

4,5

A vida humana desvalorizada

Não é muito difícil compreender porque as pessoas tem optado em adotar cachorros ao invés de crianças, os animais dão menos trabalho e não precisam ser educados, apenas adestrados. Servem para suprir um pouco a solidão da vida moderna mas não substituem uma companhia para um bom papo, para discutir um filme ou mesmo cuidar dos mais velhos quando chegar a velhice.

Porém a sociedade moderna é imediatista, só pensa no hoje e por isso se afeiçoa aos cachorros, que logo estão abanando seus rabinhos quando identificam o dono, entretanto não vão passar disso, desse pequeno reconhecimento em troca de comida.

Até a imprensa alimenta esse desvio de conduta, quando mobiliza seus jornais com notícias e plantões sobre uma baleia encalhada na praia, ou ursos que estão ficando sem alimento; esquecendo do sofrimento de milhares de crianças que morrem diariamente por fome, por desnutrição, por abandono.

É importante que a sociedade seja educada para respeitar os animais, o que não pode acontecer é a inversão de valores ao tratar um cachorro como se fosse um bebê, deixando um bebê morrer abandonados, jogados nos valões dos subúrbios urbanos. Portanto será necessário um maior esforço da sociedadepara a fim de sensibilizar as pessoas para que compreendam e ajudem a superar o sofrimento de seus semelhantes.

Comentário geral


A redação toma uma posição a respeito do tema, mostrando a existência de uma inversão de valores quando se pensa no tratamento que é dado aos animais e naquele que é dispensado aos seres humanos. No entanto, o texto limita-se enumerar fatos que ocorrem hoje em dia, sem encadear argumentos para demonstrar uma tese.

Aspectos pontuais


1) A sugestão para o início do primeiro parágrafo é fazer algumas correções no primeiro período e deixá-lo como tópico frasal (idéia central de um parágrafo). Observe: "Não é muito difícil compreender porque as pessoas têm optado por adotar um cachorro em vez de adotar uma criança."

2) Observe a concordância no último parágrafo. O correto é "deixando um bebê morrer abandonado, jogado". O sujeito no singular concorda com o verbo no singular.

3) Ainda no último parágrafo, observe como a palavra "subúrbio" tem a mesma raiz de "urbano". Vem daí a palavra "suburbano". Para evitar essa colisão, uma sugestão é escrever: "subúrbios das cidades" ou "periferias".

Competências avaliadas

Competência Nota
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,0
Total 4,5

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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