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Redação

Aluno:***

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Colégio:***

6,0

Cotas: a máscara para o problema educacional

As cotas para o ingresso nas universidades federais ganhou notoriedade nos últimos dias. Isso porque 2012 foi o ano de revisão desse sistema, que permanece ativo no país, graças ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os ministros, as cotas tendem a garantir oportunidade igual para todos os estudantes e devem existir até que o ensino de base se torne eficiente. Entretanto, visto que a educação se encontra estática e livre de investimentos, fica evidente que as cotas se tornaram um modo de esconder a péssima qualidade do ensino brasileiro.

A Lei de Cotas cria uma grande acomodação e contradição: ela evita que a classe prejudicada com a falta de qualidade no ensino público, [público] reivindique seus direitos, já que seu ingresso nas universidades é garantido. Com isso o governo adia cada vez mais seus investimentos em educação de base, utilizando as cotas como uma solução imediatista que permite a entrada dos menos preparados nas universidades, porém não garante sua saída. Dessa forma, esse sistema põe em risco a qualidade dos profissionais do futuro, podendo afetar a evolução da população economicamente ativa do país. Por outro lado, visto que as universidades selecionam os estudantes de acordo com conhecimento acumulado, as cotas criam um clima de injustiça ao permitirem que alunos com deficiência no ensino ocupem essas vagas. Dessa maneira, surge uma grande rivalidade entre estudantes de escolas particulares e públicas, o que ainda pode gerar um preconceito, aumentando a problemática.

Diante disso, é evidente que cotas não podem ser vistas como a solução para o problema educacional do país. Ela deve [Elas devem] existir por um período de transição e concomitantemente deve-se [devem-se] aumentar os investimentos em educação, para garantir uma melhoria real do ensino. Somente assim, com a garantia de uma qualidade de excelência em todas as escolas, ocorrerá uma disputa igualitária entre os estudantes brasileiros.
 

Comentário geral

O problema principal do texto é a compreensão do tema: as cotas foram criadas para amenizar uma desigualdade sócio-histórica e não para solucionar a questão do desnível educacional. Além disso, há falha grave na estrutura dissertativa.
 

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: parágrafo longo e com linguagem pouco objetiva.

2) Segundo parágrafo: a) vocabulário impreciso (acomodação de quem e em relação a quê?); b) premissa falsa: o ingresso na universidade não está garantido a todos os citados, pois há seleção mesmo entre os beneficiados com as cotas; c) ao afirmar que o governo não garante que os estudantes menos preparados conseguirão sair da universidade (ou seja, não conseguirão se formar), o autor levanta uma polêmica interessante, mas que não convence, pois não foi devidamente explorada; d) comentário vago, muito impreciso, sobre a evolução da população economicamente ativa do país; e) o parágrafo, gigantesco, fere a estrutura dissertativa, pois desrespeita a organização progressiva do desenvolvimento.

3) Terceiro parágrafo: a) a que período de transição o autor se refere? Isso não foi explicado no desenvolvimento.

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.2,0
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.1,0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1,0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.1,0
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.1,0
Total 6,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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