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Proposta de maio de 2008

Gravidez fora de hora: adolescência em crise

Gravidez acidental na adolescência é um grande conflito para os jovens e sua família - tenha ela ou não recursos financeiros. O que fazer após a descoberta? Gostem ou não, alguns casais são obrigados a uma união precoce e pouco duradoura. Às vezes, a entrega do filho para adoção é uma saída. Quanto aos abortos, por serem ilegais, podem se tornar procedimentos de risco. Sem falar nas convicções religiosas. Qualquer que seja a solução, especialistas insistem nos traumas psicossociais dos principais envolvidos em suas vidas futuras. Qual a sua opinião sobre esse problema social?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

6,0

Jovens, acordem para vida!

No alge da juventude onde os prazeres e planos são prioridades para os adolescentes, a chegada de um bebê não é nada agradável nessa fase da vida. Ver os seus sonhos e alvos interrompidos por uma gravidez indesejada é a situação que muitos meninos e meninas enfrentam.

É lamentável saber o número de garotas que se tornaram mães nesses últimos anos. Muitas dessas meninas nem sabem como é ser mãe, não têm ainda a consciência da dificuldade de criar um filho. O pai, que no geral são garotos imaturos, foge na hora de assumir a criança, sem falar na ofensiva pergunta feita por muitos: "Esse Filho é meu?!" E há aqueles que simplesmente, sem mostrar nenhum afeto pela vida que a parceira carrega, indicam o aborto como a solução para o que chamam de "vacilo".

O mais estranho é saber que em meio de tanta informação a juventude ainda não acordou para o problema, é como se pensassem que isso jamais irá acontecer com eles. Para todos os lados existem alertas para o uso de métodos contraceptivos; até mesmo para a prevenção das DSTs. Mas de que adianta tanta informação se o público alvo não leva à sério? Se para alguns pais, falar de sexo com os filhos ainda é um Tabu? Se pra nossa juventude a curtição sem regras é o que vale apena? No final, o ser mais prejudicado é aquele que não pediu para vir ao mundo, o mesmo terá que enfrentar uma família destruturada com ausência de um pai e crescerá ouvindo a mãe dizer que "ela não planejava ter filho cedo".

Fica difícil apontar o real motivo dessa crescente situação, mas a atitude mais cabível é conscientizar as famílias a terem um diálogo aberto e incentivar os pais a serem os melhores amigos dos seus filhos. Uma família estruturada é uma ótima contribuição para o desenvolvimento do jovem. Assim os pais se isentarão da culpa, caso a filha se descuide e antecipe sua maternidade.

Enfatizar a importância da participação dos pais na orientação e educação dos jovens; poderá diminuir o aumento nos índices de gravidez precoce e ajudará a resgatar nossa adolescência dessa crise.

Comentário geral


Como se constata desde o título, a redação expressa opiniões pessoais e tenta oferecer uma contribuição para o tema tratado. No entanto, faltam ao texto planejamento e organização; prova disso é a presença de diversas orações interrogativas. Há ainda marcas de uma reflexão oral que não amadureceu para se transformar num texto escrito, como podemos observar em trechos dubitativos como "o mais estranho é saber que (...)", "mas de que adianta (....)", "fica difícil apontar (...)".

Aspectos pontuais


1) Observe na abertura da redação, no trecho assinalado em vermelho, dois problemas vocabulares: o primeiro é a grafia incorreta da palavra "auge", que significa "apogeu, ponto mais elevado"; o segundo é o emprego incorreto do advérbio "onde" (que se refere sempre a espaço). Como o texto expressa uma circunstância temporal, o advérbio correto é "quando". Verifique o trecho corrigido: "No auge da juventude, quando os prazeres e planos são prioridade para os adolescentes (...)".

2) Observe, no início do segundo parágrafo, a inconsistência (incoerência, fragilidade) das afirmações assinaladas em vermelho: "É lamentável saber o número de garotas que se tornaram mães nesses últimos anos. Muitas dessas meninas nem sabem como é ser mãe (...)" No caso, o autor expressa inicialmente um juízo de valor ("é lamentável") e depois apresenta um fato ("Muitas meninas nem sabem...") que não está diretamente relacionado a ele.

3) Ainda no segundo parágrafo, no trecho assinalado, observamos um problema de concordância: o texto mistura singular e plural. Há duas soluções possíveis: ou conservamos o texto no singular ("o pai que, no geral, é um garoto imaturo") ou no plural ("os pais que, no geral, são garotos imaturos").

Competências avaliadas

Competência Nota
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. 1,0
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,5
Total 6,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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