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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

6,0

Justiça x Vingança: uma questão de valores.

O termo justiça, [justiça] logo nos remete a uma série de questões como igualdade social,segurança e ética ,valores que devem reger uma sociedade organizada.Quando esse conjunto não funciona,ocorre um descrédito ao que se acredita ser uma justiça funcional, a [funcional. A] partir disso, surge uma ?sede? de justiça que pode nos trazer situações mais complexas ainda, como o ato de fazer justiça com as próprias mãos. Ao se permitir o livre julgamento, se amplia [amplia-se] essa busca pela justiça de qualquer forma, eis que isso tudo isso [forma e tudo isso,] aliado aos diferentes comportamentos reacionais a situações adversas, pode alimentar um desejo por vingança, desejo esse que [vingança, algo que] ultrapassa os limites de qualquer tipo racional de justiça.

Se a justiça deve estar aliada a [à] ética, qualquer questão que venha trazer a [à] tona resquícios de imoralidade, [imoralidade] tende a ser visto [vista] com olhares mais cautelosos. Há uma grande diferença entre fazer justiça com próprias mãos em situações preventivas ou de defesa própria, como matar ou ferir para se defender, a [e] realizar qualquer tipo de vingança, pois essas geralmente são baseadas em motivos torpes. Consolidar uma vingança tem muito mais a ver com uma disputa de valores, onde [situação na qual] quem se sente lesado realiza uma ação vingatória [vingativa] e a define como uma ato de justiça.

A justificativa de uma ação de vingança á [como] um ato de defesa, [defesa] dificilmente virá munida de argumentos suficientes para embasar de forma consistente o que é relatado. Existem exceções quando baseadas em brechas da lei, entrando aí outra questão importante que é o julgamento de valores, [valores, pois] o que é correto para um, [um] não precisa necessariamente ser correto para outro, deixando assim várias margens interpretativas para uma mesma situação.

Então [Então,] definir vingança como justiça é algo que não deve ocorrer. Nas situações de exceção, onde a vingança consegue ser justificada de maneira sólida, essa deixa de ser vingança e passa a ser um ato de defesa ou prevenção. Baseado nisso, é preciso que cada caso seja analisado individualmente, para assim implicar um conceito de justiça correto a cada um deles.
 

Comentário geral

O texto discute o tema específico e apresenta poucos problemas de linguagem. Porém, a análise está baseada apenas em abstrações, ficou genérica. Seria adequado citar exemplos para delimitar as diferenças entre o que o autor denominou casos de vingança justificável e os outros, condenáveis.
 

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) não use vírgula entre sujeito e verbo (esse problema aparece mais vezes no texto); b) a expressão fazer justiça com as próprias mãos é clichê, que aparece duas vezes no texto, deve ser evitada.

2) Segundo parágrafo: atenção aos casos de crase e à concordância (qualquer questão... tende a ser vista).

3) Terceiro parágrafo: parágrafo confuso, pois cita ideias que não são desenvolvidas nem exemplificadas, como a questão das brechas na lei.

4) Quarto parágrafo: a escolha vocabular é questionável, pois a lógica da defesa é bem diferente da lógica da vingança, assim não dá para um ato de vingança transformar-se em um ato de defesa ou prevenção, já que se distinguem na intenção.

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.1,5
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.1,0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1,0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.1,5
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.1,0
Total 6,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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