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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

10,0

O direito ao livre-arbítrio

A sociedade humana, como um todo, gostaria de viver num mundo perfeito, em que questões como legalizar ou não o aborto de anencéfalos não precisassem ser discutidas. Além disso, nenhuma mulher, ao engravidar, planeja decidir sobre um assunto tão delicado como esse. Porém, ao se deparar com o problema, a gestante de feto anencéfalo deve ter seu livre-arbítrio garantido e respeitado por todos. Ninguém pode impor uma decisão à mãe. Só ela sabe os custos físicos e emocionais que é capaz de suportar.

O papel do poder público é orientar a mulher sobre suas opções e possíveis consequências. Também deve fornecer os meios médicos para que, [que] a mulher que opte [optar] pela interrupção da gravidez de anencéfalos, possa fazê-la de forma segura. De fato, é exatamente isso que o Supremo Tribunal Federal está fazendo ao legalizar o aborto de fetos anencéfalos. Não se trata de incentivar o aborto indiscriminado, pois segundo a Organização Mundial da Saúde a pratica [Saúde, a prática] de aborto é maior justamente nos países em que ele é proibido.

Do ponto de vista religioso, a Igreja pode adotar uma postura rígida diante de seus próprios membros, contudo, sem impor sua decisão aos demais setores da sociedade. Prova de que isso é possível pode ser vista na posição adotada por outras religiões em assuntos como alimentação no islamismo, a guarda do sábado entre os adventistas, a circuncisão no judaísmo e a proibição do uso do sangue pelas testemunhas de Jeová.

Fica claro, portanto, que cabe as [a] cada cidadão analisar e decidir sobre questões que afetam tão profundamente sua vida e sua consciência, ao passo que as autoridades zelam para que o livre-arbítrio seja efetivamente garantido.

Comentário geral

Ótima análise: bem escrita, coerente e com argumentação bem fundamentada.

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.2,0
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.2,0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.2,0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.2,0
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.2,0
Total 10,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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