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Proposta de janeiro de 2009

O preconceito racial está chegando ao fim?

No mundo todo, implantam-se e vigoram políticas mais efetivas contra a discriminação racial, que, cada vez mais, é punida com rigor. Será o fim do preconceito no mundo? O fato é que alguns negros passam a comandar empresas, outros são juízes, atletas de sucesso, grandes atores ou comunicadores. Em 2008, o salto foi maior: os norte-americanos elegeram Barack Obama para presidente da República. No Brasil, dizem que não existe preconceito, que somos uma sociedade multirracial e unida. Será mesmo? Obama, Lewis Hamilton, Naomi Campbell, Oprah Winfrey, o ministro Joaquim Barbosa, a atriz Taís Araújo revelam um mundo novo sem preconceitos? O que você acha: está acabando o preconceito aqui e no mundo?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

6.0

Preconceito Racial: Atitude Racional?

O preconceito racial sempre esteve e estará presente no mundo. Apesar de haver nitidamente grandes conquistas dos negros em relação aos seus direitos como cidadão, o preconceito ainda é existente.

A maioria dos negros sofrem ou sofreram alguma espécie de preconceito, e como o próprio nome sugere, isso é um pré-conceito do que você é realmente. Existem exemplos de pessoas que conseguiram superar essas barreiras e obtiveram sucesso, mostrando seu verdadeiro potencial, independentemente de sua cor, mas se perguntarem para elas se sofreram algum tipo de discriminação, a maioria das respostas será: sim.

Mas infelizmente a maior parte delas preferem se omitir quanto à isso, e acabam se acomodando, aprendendo a conviver com os outros lhes chamando de "negão", "crioulo", "preto", etc., enquanto pouquíssimas preferem lutar contra isso. O que é um grande erro, porque a cor da sua pele não significa nada, pois existem muitas pessoas brancas que cometem atos insensatos, o que prova que a cor não diz nada sobre personalidade e caráter. A cor não qualifica nem menospreza, é isso que devemos ter em mente ao lutar por direitos igualitários entre raças.

Sabemos que não podemos "julgar um livro pela capa", "que as aparências enganam", e que "quem vê cara não vê coração", mas além disso quem disse que o branco é o certo e o negro é o errado?

Se fizermos uma relação de tudo que aprendemos direta ou indiretamente com nossos pais, avós, e até mesmo com a sociedade, chegaremos a conclusão de que o preconceito sempre existiu.

Em livros infantis de contos de fadas ou estórias em quadrinhos, quantos heróis ou princesas são negros? E em filmes, quem é o empresário rico, bonito e bem sucedido? E quem é o ladrão? Quem sabe falar bem e quem só diz gírias? Há mais negros ou brancos em livros de história?

Quase sempre o negro fica reservado à papéis menores, de pouca divulgação e importância, mas felizmente isso está se modificando. O negro está passando a dar mais valor a si mesmo e apoiar não só a miscigenação, mas sim a sua cor.

É evidente que há grandes vitórias, mas também grandes derrotas. Mas não devemos nos abalar por isso, pois estes são grandes degraus de uma longa escada que temos que percorrer rumo a igualdade racial. Devemos nos orgulhar do que somos e lutar para conquistar o nosso devido espaço. Seja independente da raça, classe social, opção sexual, religião, mas que seja dependente do que você é internamente e não externamente, do seu caráter, da sua força de vontade, da sua crença, da sua atitude em querer vencer, vivendo em um mundo mais colorido.

Comentário geral

A redação demonstra domínio da norma culta da língua escrita, com um texto fluente e períodos bem construídos. Assinalamos apenas deslizes pontuais no texto. Há, no entanto, certo desvio de foco em relação ao tema da redação. Em vez de tratar da superação do preconceito racial, como solicitava a proposta, a estudante tratou genericamente do tema do preconceito (como comprova a escolha do título). Os textos de apoio não foram sequer considerados numa reflexão sobre o tema.

Aspectos pontuais

1) É injustificável o uso de maiúsculas no título.

2) Há no primeiro parágrafo um problema de concordância. Observe: "conquistas dos negros em relação aos seus direitos como cidadãos".

3) A crase indicada a contração da preposição "a" com o artigo "a", o que se dá pela colocação do acento grave. Observe os trechos assinalados em vermelho no terceiro, quinto, sétimo e oitavo parágrafos: "quanto a isso" (apenas a preposição), "chegaremos à conclusão" (preposição + artigo), "reservado a papéis menores" (apenas a preposição) e "rumo à igualdade racial" (preposição + artigo).

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.2.0
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.1.0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1.0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.1.0
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.1.0
Total 6.0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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