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Proposta de setembro de 2008

Cotas nas universidades: você é a favor ou contra?

Poucas iniciativas governamentais têm criado tanta polêmica como esta. A implantação do sistema de cotas para afrodescendentes e negros tem produzido manifestações inflamadas e completamente antagônicas. Há os que sustentam as cotas como o início da eliminação de diferenças históricas entre negros e brancos. Há os que dizem que a medida é absurda, pois discrimina ainda mais o negro, fingindo integrá-lo. Outros acham que as cotas devem seguir apenas critério econômico, e não racial. Há também os que acham que não deve haver cota, só o mérito pessoal dos candidatos. Como você se posiciona nesta polêmica?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

5.0

Racismo Inclusivo

Muitas medidas compõem a recente iniciativa do governo que têm como intuito reduzir os impactos sociais, gerados através da história, sobre os negros. Sabe-se que quase metade da população brasileira é composta por afrodescentes, o que confere a essas medidas uma ótima projeção. Mas, para que sejam realmente eficazes, devem levar em conta o porquê de sua existência, o resultado real das mesmas e onde o problema a ser solucionado por elas foi gerado. O sistema de cotas, bastante polemizado, é uma dessas medidas, e exatamente a que será discutida a seguir.

A partir do diapasão apresentado, a primeira análise é sobre qual a real utilidade do sistema de cotas. Ele foi elaborado, diz-se ao menos que, para proporcionar algum equilíbrio nas oportunidades de negros e brancos. Porém, a solução se mostra uma forma de admitir a fragilidade do aparelho do estado. Mas, a este ensino frágil não são submetidos apenas os favorecidos pelas cotas. E os restantes, considerados brancos, como ficam? Conclusão, o sistema serve para "tapar o sol com a peneira", ou seja, gerar um pequeno resultado para enganar a população.

O próximo passo é analisar a base não firme: o ensino. É necessário que haja intervenção nos vestibulares para alcançar uma porcentagem "satisfatória" de não brancos dentro das faculdades. Isso indica que esses tem maior dificuldade para ingressar no ensino superior. Tal subtração inicia-se quando o jovem de classe baixa tem de vencer empecilhos essencialmente sócio-econômicos, como distância da escola e dificuldade de transporte, para conseguir estudar. Tratar o mal pela raiz é acabar com esse e ainda outros problemas, e fazê-lo é melhorar os meios de ensino em todo o país. Caso isso acontecesse, as cotas não teriam mais nenhuma função, nem a apresentada anteriormente.

Agora, temos a frente aquilo que essa medida em si gera: polêmica. É motivo de notícia, repulsa, tema de redação em vestibulares, discussões e etc. Ótimo, assim tem-se um momento em parar, pensar, e enxergar que, após a abolição da escravatura, o negro ficou em situação deplorável. E não trouxe miséria apenas a esses mas, com o excesso na imigração, traria miséria também a brancos. Hoje, todos estão bem integrados nos sistemas públicos de saúde, educação, transporte, moradia, que são inevitavelmente incapazes de suprir a toda essa população.

Provavelmente, essa louvável iniciativa do governo, pois já representa um progresso, já beneficiou a muitos negros e pardos. Porém, ajudou em uma pequena parte da realidade que eles enfrentam todos os dias. Em suma, a medida além de não resolver o problema como um todo, ainda não proporciona o benefício a todos os que realmente precisam. Tem-se aí o começo de um novo tipo de racismo, que pode ser chamado de "inclusivo". Trazendo o afrodescendente para ser discriminado entre os mais pobres como o único a usufruir, por exemplo, das cotas.

Comentário geral

Dificuldades na construção da argumentação tornam o texto confuso e contraditório. No último parágrafo, a redação afirma que a política de cotas é louvável e representa progresso, mas ao mesmo tempo a acusa de ser racista. O próprio título demonstra ambigüidade e indefinição. Problemas de pontuação e grafia estão sublinhados no texto.

Aspectos pontuais

1) Observe como a introdução do texto (assinalada em vermelho) não explicita quais são as "medidas que compõem a recente iniciativa do governo". Uma abertura mais clara e objetiva seria interessante para esclarecer o leitor sobre o assunto que será discutido.

2) Observe como a última oração do parágrafo (também ressaltada em vermelho) constitui, na verdade, a informação mais importante para o leitor e que deveria, portanto, aparecer em primeiro lugar.

3) No terceiro parágrafo, há um problema de concordância, assinalado em vermelho. O verbo flexionado "têm" deve ficar no plural e concordar com o substantivo "esses": "esses têm maior dificuldade".

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.1.0
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.1.5
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1.0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.1.0
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.0.5
Total 5.0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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