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Proposta de janeiro de 2010

O jovem perdeu o interesse pela participação eleitoral? Por quê?

O voto aos 16 anos foi uma conquista do movimento estudantil, incorporada à Constituição de 1988. Entre o fim da década de 1980 e o início da seguinte, estudantes e jovens, de um modo geral, demonstravam interesse na vida política nacional e desejo de se manifestar, por meio do voto, sobre os rumos do país. No entanto, essa vontade de participar tem diminuído. Há cinco anos havia 3,6 milhões de eleitores de 16 e 17 anos no Brasil. Em 2008 o número chegou a 2,9 milhões, redução de 19%. Se números assim permitem constatar o desinteresse do jovem no exercício de um direito seu, é o caso de perguntar as razões desse fato. Por que os jovens parecem ter perdido o interesse pela política? O que explica, na sua opinião, o crescente número de jovens que não faz questão de tirar o título de eleitor e de votar?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

4,5

Reflexo político em jovens brasileiros

Na sociedade atual a juventude tem se interessado por aquilo que lhe traz regozijos, e sempre foi assim, a [assim. A] figura da política brasileira tem sido banalizada por fraldes [fraudes] que tentam burlar a sociedade, com a finalidade de enriquecer a minoria politica [política] Esse cenario [cenário] político pouco incentiva aos jovens, visto que a propria [própria] sociedade expõe a politica [política] como algo ruim, sem solução. Veja nossa sociedade, os ricos ocupam cargos altos pensando sempre em si, as [às] custas da classe média que só pensa em farrear ou então comprar sempre algo novo, e os pobres vivem dos espólios da política com promessas falsas e assolados pela violência [violência] . Que atidude [atitude] poderíamos esperar de jovens que se acostumaram num cenário [com um cenário] político e social como este? O desenteresse [desinteresse] deles pela política se criou durante as duas últimas décadas, quando não se viram mais manifestações estudantis que buscasse [buscassem] interesses sociais mais amplos, as [amplos. As] manifestações que se [veem] são aquelas que tem [têm] a finalidade de expulsar reitores de universidades.

Quando ligamos a tevê temos a imagem que reflete nos jovens da politica do Brasil [política do Brasil] , como a cueca cheia de dólares, a meia com dinheiro, a oração a Deus pedindo proteção por ter roubado dinheiro, prefeitos, governadores, presidentes, e partidos todos vistos como uma só corja. Assim é o reflexo que ja esta [já está] na cabeça de todo mundo [mundo,] do jovem ao velho. E o jovens [jovens,] que culpa tem [têm] por serem desonestos, quando vivem numa sociedade injusta? Ou de serem violentos, quando não lhe resta opção? Não há erro que a classe estudantil superior [superior,] a única que se manifesta mesmo que seja para expulsar um reitor, está fazendo sua parte. Mas não se ouve falar dos estudantes que procuram a melhoria da sociedade, que lutam pela melhoria de sua classe ao todo, expõe suas idéias [ideias] , que se une e faz valer o seu voto. Jovens que não se corrompem ao defenderem seus ideais, talvez essa seja a causa pela qual a juventude brasileira entrou neste ostracismo de idéias e movimentos estudantis, e pela degradação do jovem na sociedade. Corrupção daquela classe estudantil que se levantou na década de oitenta e fez aparecer na sociedade jovens que lutavam, e conquistavam seus direitos. Um jovem brasileiro de classe média tem preocupações como ir ao cinema, comprar um Ipod, beber, fumar, sair, conversar com os amigos, gastar dinheiro, estudar para se formar e ter um bom emprego, e diante de tantas alternativas o interesse do jovem pela política é ofuscado, e também [também] por esta ser tida como chata, ou uma tremenda bandidagem. Essa imagem de política corrupta sem solução, que hoje ocupa a mente da sociedade é uma regressão para o país, uma vez que todos deveriam vê-la como solução para os problemas do país, como algo em que pudésemos [pudéssemos] nos espelhar positivamente, algo que deveria ser de nosso profundo interesse, que nos motivasse a votar so [só] por crermos que podemos mudar a sociedade com este ato.

Mudar esta realidade de nossa juventude é um desafio que começa com a educação em casa e na escola, pela crença numa sociedade melhor pela política, sim este é o papel da educação estimular a esperança de melhoras pessoais e coletivas. Não se deve usar um método de educação que não forme cidadãos orientando [orientados] por suas próprias idéias [ideias] , e dispostos a ver e fazer uma politica [política] melhor, que sejam conscientes de seu voto e que deem valor a [à] solidariedade e o respeito ao próximo [próximo] , que saiba do poder de suas atitudes e das conseqüências [consequências] de seus atos, estes são os cidadãos que devemos ser, [cidadãos] que deixa [deixam] de lado seu egoísmo, seu comodismo e enxergue [enxergam] que esta [está] em suas mãos como fazer o melhor reflexo de um pais [país] .


Comentário geral

Desde o título, a redação demonstra a dificuldade do autor de se expressar por escrito com clareza e precisão. O que significa "Reflexo político em jovens brasileiros"? Como dizer isso com outras palavras? A ambigüidade, a obscuridade, a imprecisão vocabular, o modo coloquial de diversas frases e vocábulos comprometem o texto que não atinge o padrão que se espera de uma dissertação, mesmo que consiga mostrar que o autor entendeu a proposta e tem uma opinião a apresentar. Tudo isso sem falar nos erros recorrentes de acentuação, de concordância e de pontuação, sem falar nos períodos e parágrafos muito longos que favorecem a confusão. Vamos apontar somente alguns dos problemas que encontramos no texto em termos pontuais.

Aspectos pontuais

1) Primeiro parágrafo: a) Antes de mais nada, observe-se a contradição: se o autor se refere à "sociedade atual", por que diz que "sempre" foi assim? b) Em vez de "figura" e "banalizada", melhor seria dizer "imagem" e "manchada", "denegrida", "desacreditada". c) O autor mistura confusamente os aspectos sociais e políticos do país. A violência criminal, por exemplo, não está diretamente relacionada com os escândalos e com o tipo de crimes praticados pelos políticos corruptos. No trecho assinalado, é impossível dizer ao certo o que significa "os espólios da política".

2) Segundo parágrafo: a) Mais uma contradição grave: com certeza, "jovens que não se corrompem e defendem seus ideais" não podem ser a causa dos problemas apontados. b) Há várias expressões ambíguas, como "degradação do jovem", "corrupção daquela classe estudantil". Aparentemente, por elas, o autor quer designar somente o afastamento do jovem atual em relação à política. c) Destaque-se o emprego incorreto da palavra "ostracismo".

3) Último parágrafo: a ânsia de falar demais, prolongando demais os períodos e os parágrafos, é um problema que já foi apontado, mas no trecho em vermelho ele se manifesta de um modo particular: a palavra "reflexo" não deveria aparecer aí. Por quê? Não se trata de fazer um reflexo melhor, mas de fazer um país melhor.

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.0,5
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.1,0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1,0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.1,0
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.1,0
Total 4,5

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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