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Proposta de fevereiro de 2010

É justo proibir o uso do celular na sala de aula?

Em muitos lugares do Brasil e do mundo já vigora a proibição do uso de celulares em sala de aula. Em outros, a ideia está em discussão. Conforme noticiou o UOL Educação, em janeiro de 2010, na rede municipal de ensino de Juiz de Fora (MG) não somente os celulares foram proibidos, como também os bonés. A situação com certeza é polêmica. Trata-se de mais um caso em que a esfera pública (o Estado) resolve invadir assuntos da esfera privada, como na restrição ao fumo em locais fechados? Os legisladores estariam se intrometendo em questões da vida individual do estudante que não lhes dizem respeito? Ou são os jovens que abusam e não conseguem compreender quanto o uso do celular, durante a aula, lhes é prejudicial? O que você pensa da proibição do celular em sala de aula? E do boné?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

1,0

Sala de aula e celular

Hoje em dia, escolas públicas e particulares vêm enfrentando um grave problema: o uso de aparelhos eletrônicos nas salas de aula. A proibição do uso [,] principalmente do celular [,] nas escolas vem dividindo muitas opiniões.

Os jovens abusam de sua liberdade e cabe aos educadores impor regras e disciplina, já que os pais estão perdendo o controle sobre seus filhos.

É de extrema importância que os jovens entendam que essa regra visa melhorar seu próprio ensino, pois [os] impede [de] colar nas provas via celular, [de que haja] interrupções na aula, e até mesmo recolhimento de [que se recolha] material para chantagem como fotos incriminadoras e gravações pessoais.

Por isso, se queremos ensino de qualidade nas escolas brasileiras, temos que começar impondo limites aos jovens, pois eles são o futuro do país.


Comentário geral

A redação, muito breve, tem poucos erros, mas nem por isso deve ser bem avaliada. Antes de mais nada, porque ela não é propriamente uma dissertação, mas um agrupamento desencadeado de afirmações genéricas.

No primeiro parágrafo, ao introduzir o assunto, o autor já comete um deslize, desviando o foco do celular para "aparelhos eletrônicos" e fazendo uma afirmação cuja veracidade é questionável.

No segundo, atribui aos educadores a responsabilidade pela imposição de regras (não necessariamente sobre os celulares), mas a problemática relativa ao texto é a de que o Estado está tendo de impor regras, provavelmente devido à incapacidade de fazê-lo por parte dos educadores.

O terceiro parágrafo é o melhor do texto, mas fica prejudicado por problemas de sintaxe, cuja correção é indicada em verde, mas, principalmente, pelo uso da expressão "essa regra", destacada em vermelho, para designar a proibição do uso do celular. Usando "essa regra", expressão genérica, o autor confia em que o leitor subentenda o que ele diz. Só que o leitor não tem obrigação de subentender nada, é o redator que tem a obrigação de explicar e deixar claro.

A conclusão transcende o problema do celular, pois se refere ao "ensino de qualidade". Além disso, se encerra com um lugar-comum que foi colocado no texto sem nenhum motivo adequado, salvo, talvez, a tentativa de dar um tom grandiloquente ao que se estava declarando.

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.1,0
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.0,0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.0,0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.0,0
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.0,0
Total 1,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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