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A anencefalia trata-se da ausência parcial ou total do encéfalo, crianças com tal patologia vivem por pouco tempo ou já nascem mortas [morrem ainda na barriga da mãe] . O [Como o] período gestacional humano é de nove meses, uma mãe que descobre [descobrisse] que seu feto é enencéfalo [era anencéfalo] até então [bem recentemente] era obrigada a levar a gestação por todo esse período. Com a nova lei a decisão fica a encargo [passou a ser direito] de quem sustenta fisicamente essa gravidez e não do estado.
A gravidez é um momento especial para a maioria das mulheres e o nascimento do bebê é esperado com ansiedade, mas para as gestantes com fetos enencéfalos [anencéfalos] tudo isso se torna um calvário e a chegada da criança nada mais é do que um luto prolongado. Se pensar nos faz existir, como o famoso pensamento socrático nos diz, essas crianças nunca se tornarão seres pensantes e com autonomia, e sim apenas seres vegetativos, com pouca espectativa [expectativa] de vida, o que habilita a mãe a escolher [escolher,] de acordo com seus princípios morais e religiosos [religiosos,] se leva até o fim a gestação.
Os problemas psicológicos que essa gravidez vai acarretar aos pais podem ser imensos e maiores do que se a gestação for interrompida, pois a cada dia viverão um luto de saber que a espera pelo filho é vã. O maior risco de morte dessas mães durante a gestação, por problemas psicológicos e físicos também deve ser levado em conta. Porém cada caso de gravidez anencefálica deve ser analisado individualmente e com complexo consenso médico, provando a má formação, para que não se abram brechas para um genocídio.
Uma vitória foi alcançada para as mães que sofrem com essa gravidez mórbida, o seu poder de escolha agora é lei. O interrompimento [A interrupção] da gestação é um direito de vida psicológica da mãe, mas os problemas não acabam com esse interrompimento, [ato,] o governo deve assistir psicologicamente os pais e principalmente as mães desses fetos, para que o pós-trauma possa ser superado com sucesso.
A análise ficou interessante, com boa argumentação, embora o autor tenha feito referência tão imprecisa à lei, justamente o ponto polêmico do tema proposto.
1) Primeiro parágrafo: a) as frases da introdução carecem de um vocabulário mais preciso e de um encadeamento mais claro dos dados; b) há uma referência muito vaga a uma lei, sem explicar qual é, do que trata, e isso seria essencial para o tema proposto.
2) Terceiro parágrafo: falar em risco de morte por problemas psicológicos deixou o parágrafo superficial, já que não explica ou exemplifica como isso pode ocorrer.
| Competência | Nota | |
|---|---|---|
| 1. | Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. | 1,5 |
| 2. | Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. | 1,5 |
| 3. | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. | 1,5 |
| 4. | Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. | 1,5 |
| 5. | Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. | 1,5 |
| Total | 7,5 | |
| Nota 2,0 - Satisfatório | Nota 0,5 - Fraco |
| Nota 1,5 - Bom | Nota 0,0 - Insatisfatório |
| Nota 1,0 - Regular |
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