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Proposta de junho de 2008

Favela e cidade: as distâncias sociais desapareceram?

Cortiços ou favelas têm sido, na história do Brasil, comunidades tidas como lugares de exclusão social. Nos cortiços do Rio de Janeiro do século 19, pobres, imigrantes e negros libertos foram mostrados pela literatura de modo determinista, como criaturas consumidas pela animalidade. Isso era suficiente para separar os "verdadeiros" cidadãos dos excluídos. Entretanto, no século 20, as favelas emergem com força político-social e se impõem ao mundo dito "organizado" tanto do ponto de vista financeiro, quanto do ponto de vista social. Hoje, no século 21, talvez tenhamos chegado a um ponto de intersecção social diferente: quem é quem, se o mundo de todos é o mesmo?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

6,5

Porta voz dos excluídos.

Os moradores oriundos de favelas e cortiços estão emergindo com forte força política e social no cenário brasileiro. Talvez cansados de esperar alguma solução do poder publico esses moradores estão se mobilizando com a finalidade de implantar atividades de cursinhos comunitários, atividades culturais com a comunidade e orientações de saúde. Mas, muitas dessas atividades estão sendo realizas com parcerias entre traficantes, milícias e ONGs (Organizações não Governamentais) que aproveitam a deficiência ou ausência de iniciativas do poder publico em melhoria da qualidade de vida dessas comunidades.

Essas comunidades vivem um fase de abandono do governo e de oportunismo dessas organizações. Entre muitos casos, observa-se que os moradores dessas comunidades apóiam essas organizações que exerce um governo paralelo à oficialmente ausência, as suportas melhorias feitas por traficantes e milicianos ilude não apenas aos moradores, mas também, grande parte da sociedade. Associado a isso, os meios de comunicação erroneamente divulgam falsos relatos de que "a favela é chique" mascarando a grande desigualdade existente, sabe-se que existem casos isolados de sucesso, mas deve-se avaliar quais são os relatos que realmente agregam valor e servem de referencial para outras comunidades.

Portanto, os moradores de favelas e comunidades marginalizadas têm o dever de cobrar das autoridades melhorias efetivas e impedir que oportunistas explorem a fragilidade dessas comunidades. Em paralelo a população precisa ser mais critica na divulgação das "pseudo favelas" (não existe miséria, trafico de drogas, conflitos, etc...) avaliando de forma critica e racional essas melhorias, exercendo efetivamente o papel de cidadão.

Comentário geral


A redação apresenta tópicos e temas pertinentes e interessantes, mas a argumentação é muitas vezes falha. O texto não discrimina traficantes, milícias e organizações não-governamentais; não distingue governo paralelo de atividades culturais. Enfim, muitas passagens induzem o leitor a erros e confusões. Mesmo assim, é possível acompanhar o raciocínio e a conclusão, coerente com o desenrolar dos argumentos. Além dos aspectos que se comentam a seguir, problemas de ortografia e acentuação estão sublinhados. Em tempo, "porta-voz" tem hífen.

Aspectos pontuais


1) No primeiro parágrafo, no trecho assinalado em vermelho, podemos observar que a redação aproxima "traficantes, milícias e organizações não-governamentais". É de se esperar que o texto discrimine e explicite a ação de cada um dos grupos e organizações.

2) O segundo parágrafo apresenta diversos problemas lingüísticos, principalmente de sintaxe. Uma proposta para a reescrita do texto é: "Observa-se que os moradores dessas comunidades muitas vezes apóiam essas organizações, que acabam exercendo um governo paralelo ao oficial. Isto se deve a supostas melhorias feitas por traficantes e milicianos, que iludem não apenas os moradores, mas também, parte da sociedade."

3) Observe como o último parágrafo traz um posicionamento do autor, com propostas pertinentes para o problema apresentado.

Competências avaliadas

Competência Nota
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,0
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. 1,5
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1,5
Total 6,5

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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