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Proposta de junho de 2008

Favela e cidade: as distâncias sociais desapareceram?

Cortiços ou favelas têm sido, na história do Brasil, comunidades tidas como lugares de exclusão social. Nos cortiços do Rio de Janeiro do século 19, pobres, imigrantes e negros libertos foram mostrados pela literatura de modo determinista, como criaturas consumidas pela animalidade. Isso era suficiente para separar os "verdadeiros" cidadãos dos excluídos. Entretanto, no século 20, as favelas emergem com força político-social e se impõem ao mundo dito "organizado" tanto do ponto de vista financeiro, quanto do ponto de vista social. Hoje, no século 21, talvez tenhamos chegado a um ponto de intersecção social diferente: quem é quem, se o mundo de todos é o mesmo?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

3,0

A Rapazeada é a penúltima que morre

Um país democrata é aquele em que "o povo é quem decide". Mas, mais especificamente, são os telespectadores que influenciam a vida do país, mais do que qualquer voto eleitoral. Liberal, econômica e politicamente; assim, o Estado e as empresas que têem um papel muito importante pois, atuam também, em decisões governamentais; e, através da televisão, eles analisam as idéias mais aceitas entre o público para definir suas medidas. Uma das propagandas que conquista essa parcela de cidadãos antenados é a da, carismática, cultura da favela.

Apesar de fazer parte da História do Brasil, esses aglomerados ainda provocam certa estranheza em outros grupos (sociedade linear), consolidada pela notícias trágicas que são estampadas nos jornais. Assim, quando alguma filantropia, criatividade ou erudição é lançado por parte das população marginalizada , as outras pessoas se espantam, e logo, atraídas pelo diferente, pelo singular; agregam essas produções e penduram nas paredes, ouvem no rádio ou usam sobre a cabeça.

Mas a aproximação entre mundos, nada mais é do que um modo atrasado, e segregador de dizer, são parâmetros de civilidade, assim como o eurocentrismo que define a divisão da História. Enquanto a mídia apresentar as criações da favela como algo exótico, ainda haverá esse abismo social (linear ?).

Exemplo dessa discriminação é o pacote turístico realizado por personagens da novela Duas Caras. Excursões eram realizadas na Portelinha (o núcleo na história) , como se fosse a savana africana. Mesmo que fictício, foi uma analogia bem empregada para esclarecer esse engano no moral brasileiro.

Ainda que as pessoa comprem as idéias da Rocinha ou da Heliópolis, elas não enxergarão as dificuldades na vida dessa parte do país. Enquanto cadeiras de sarrafos forem publicadas em revistas famosas, os moradores só terão sarrafos para confeccionar suas criações. A esperança é a última.

Comentário geral


Laivos de criatividade geram um texto confuso e mal articulado. Além disso, expressões pretensamente eruditas dificultam o entendimento do leitor. Do ponto de vista da forma, inúmeras dificuldades gramaticais prejudicam o texto, tornando-o de difícil compreensão. Uma expressão mais simples facilitaria o desenvolvimento de um raciocínio mais claro. Há ainda erros de ortografia, de pontuação e de vocabulário, que sublinhamos.

Aspectos pontuais


1) O título da redação, ao fazer um trocadilho com o provérbio "A esperança é a última que morre", é intrigante e obscuro. Além disso, a palavra "rapaziada" está grafada de forma incorreta, com maiúscula. Na última frase da redação, a mesma referência ao provérbio aparece de maneira truncada.

2) Observe a grafia do verbo "ter" na passagem assinalada em vermelho, no primeiro parágrafo. O texto, já corrigido, fica como segue: "o Estado e as empresas têm um papel muito importante (...)." Observe também a redundância que há em dizer que " o Estado tem um papel muito importante, pois atua em decisões governamentais". Ora, o governo é o modo pelo qual se rege um Estado.

3) Os conceitos utilizados no terceiro parágrafo aparecem de modo confuso para o leitor. O que se quer dizer exatamente com "parâmetros de civilidade" "eurocentrismo que define a divisão da História" ou "abismo social (linear)"? A redação deve usar uma linguagem acessível, ser clara e entendida por todos os leitores.

Competências avaliadas

Competência Nota
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Total 3,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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