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Favela e cidade: as distâncias sociais desapareceram?
As favelas sendo mostradas por novelas em horário nobre, exibindo o seu dia-a-dia e tudo o que "supostamente" acontece lá, não é novidade. Todos os dias nos deparamos, de um certo modo, com as favelas do seu modo real, por jornais, revistas e noticiários e de um jeito, diríamos, fictício, pelas novelas que querem mostrar o lado bom de um lado ruim do país.
Toda favela e toda zona-sul tem seu lado favorável e desfavorável, e não podemos nos deixar levar com a mídia os colocando como um "mar-de-rosas". Na favela, indiscutivelmente, é outro mundo, é uma comunidade na qual você deve pedir permissão para o "chefe" para entrar em sua própria casa ao levar um acompanhante, o que obviamente não acontece do lado de cá. Esse é um dos motivos pelos quais os dois não podem se aproximar, se pelo menos quisessem.
Nas favelas, podemos contar com a "consciência social" das pessoas que querem a melhoria da educação, da cultura e da saúde das crianças que lá vivem. Essa parte fica com as ONGs que atendem aos chamados da população de lá mesmo. Por outro lado, não é um ato comum. Tendemos a ajudar igrejas, instituições de abrigo a crianças abandonadas pelos pais, e azilos, o que nos leva a pensar que a favela é esquecida de um certo modo.
As crianças já crescem na companhia de traficantes, de armas, de policiais a todo momento. Já nascem adaptados a acordar com o barulho de tiros, de gritos, de ver pessoas mortas no chão. Estão alertos a toda hora. Do outro lado da moeda, é bem diferente; as crianças são acompanhadas até a porta da escola, os porteiros as protegendo.. e estão acostumados com o carro da polícia dando segurança.. eles não estão lá para matar alguém, o que é diferente na favela. Nela, todo o perigo está ali, e sai dali para "atacar" a cidade. Isso não os dá conforto. A guerra pode vir a começar a qualquer momento, e isso inclui bala perdida; de repente você esteve com um amigo há minutos atrás, de repente ele foi morto a troco de nada. As crianças são induzidas a fazer a segurança do local, com pistolas maiores que elas na mão, e maiores que o sonho delas de estarem se divertindo naquele momento, por drogas.
Essa é a nova sociedade que cresce ao redor das periferias. Um povo que, desde criança, foi acostumado ao terror, esteve lado a lado a morte. Nunca tiveram esperança, e se tiveram sonhos, foram deixados pela violência. Quais são os planos de uma pessoa que aprendeu a viver assim?
A favela é uma sociedade fechada, e necessita de uma atenção especial. Todos nós merecemos dignidade onde quer que seja, merecemos educação e saúde, merecemos ter motivação por um ideal. É o que, moralmente, a diferencia da cidade. Se a favela se aproximar da cidade, queremos ver um lugar melhor; com moradia a todos, saúde e educação ao alcance da população, paz, e um ambiente sadio para as crianças poderem brincar de bola na rua.
Comentário geral
A redação trata de vários aspectos da questão, como a violência, o tráfico de drogas, o trabalho das organizações sociais, o cotidiano dos moradores das favelas e as possíveis soluções para o problema. No entanto, o texto não discute os assuntos de forma organizada, misturando os tópicos em parágrafos confusos e mal articulados. A redação ganharia qualidade e clareza com um cuidado maior na apresentação dos temas. Além disso há problemas ortográficos e o uso desnecessário de aspas e de hífens, que estão sublinhados.
Aspectos pontuais
1) A primeira frase do texto é bastante problemática do ponto de vista gramatical. A estrutura "as favelas sendo mostradas (...) não é novidade" não é gramaticalmente correta. Uma forma de contornar o problema é inverter a ordem da oração. Observe a sugestão: "Não é novidade ver uma novela mostrar em horário nobre o dia-a-dia de uma favela e tudo o que supostamente acontece por lá."
2) No quarto parágrafo, temos um problema com o advérbio "alerta", que deve ficar invariável. O correto, portanto, será: "Estão alerta a toda hora."
3) Ainda no quarto parágrafo, na oração assinalada em vermelho, o contexto do verbo "dar" é "dar conforto a eles", ou seja, "dar-lhes conforto". O correto será: "Isso não lhes dá conforto."
Competências avaliadas
| Competência |
Nota |
| 1. |
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. |
1,0 |
| 2. |
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. |
1,0 |
| 3. |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. |
1,0 |
| 4. |
Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. |
0,5 |
| 5. |
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. |
0,5 |
Desempenho do aluno em cada competência
| Nota 2,0 - Satisfatório |
Nota 0,5 - Fraco |
| Nota 1,5 - Bom |
Nota 0,0 - Insatisfatório |
| Nota 1,0 - Regular |
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