Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
3.5
Indústria da maconha
A legalização do consumo da maconha já foi alvo de discussão e de lei em outros países, como na Suécia, que optou pela repressão máxima e obteve bons resultados, assim como a Holanda, a qual liberou o consumo da droga. Ao contrário destes países o Brasil apresenta uma realidade social específica, sendo assim deve se analisar o contexto sócio-econômico brasileiro, a fim de encontrar uma decisão mais coerente.
Uma distribuição de renda eficiente, que forneça à população um bom nível de saneamento, educação, lazer e mais empregos, são políticas que diminuem a desigualdade social, cuja é o fator determinante para o consumo de maconha na classe baixa, onde os membros insatisfeitos com sua condição de vida refugiam-se no "mundo das drogas".
Assim como a idéia de "fruto proibido" é relevante ao consumo de maconha nas classes média e alta, porém indivíduos de todas as classes utilizem desta e de outras drogas fundamentados, unicamente, no direito de liberdade, embora a lei proíba o consumo de entorpecentes visando assegurar a saúde dos cidadãos e não apenas privá-los do ato sem nenhum motivo.
A liberação do consumo da maconha não acabará com o tráfico, de maneira geral. Já que as outras drogas ainda estarão disponíveis no mercado ilegal. Mas, certamente, o poder dos traficantes será reduzido, tendo em vista que a maconha é considera como porta de entrada para o consumo das outras drogas, pois quem começa consumindo maconha passa a usar cocaína ou crack, por isso o traficante deixará de vender além da erva os outros entorpecentes. É claro que com a legalização desta substância a procura por pela irá, a curto prazo, aumentar, porque o produto será comercializado por um preço menor, visto que não existirão entraves - ocasionados pela proibição -, dessa maneira os impostos arrecadados graças ao comércio da maconha, poderão ser destinados a atenuar as conseqüências da liberação do consumo, empregando maiores investimentos nos sistemas públicas de saúde e de segurança, com isso os efeitos da lei se estabilizarão. Sendo disso, menos dinheiro financiando o tráfico significa um menor índice de violência.
Então a legalização do consumo da maconha é favorável em qualquer Estado, desde que este tenha uma boa infra-estrutura, ao contrário da sociedade brasileira onde ainda impera uma desigualdade social exacerbado. E ainda, caso o Brasil tenha interesse em aprovar tal lei, é importante que o povo brasileiro, o qual será afetado pela possível decisão, seja consultado, como ocorreu durante o referendo a respeito da legalização das armas.
Comentário geral
O texto alinhava diversas considerações interessantes sobre o uso da maconha, sem, contudo, organizá-las numa argumentação bem fundamentada. Por esse motivo, as duas conclusões do último parágrafo parecem desarticuladas da argumentação principal. Observe:
a) como há desigualdade social no Brasil, não se deve ser favorável à legalização do consumo;
b) é importante fazer uma consulta popular antes de aprovar a lei.
Aspectos pontuais
1) Observe o problema de concordância no segundo parágrafo: o sujeito "uma distribuição de renda eficiente" está no singular, portanto o predicado também deve estar no singular ("é uma política que ....").
2) Ainda no segundo parágrafo, no trecho ressaltado em vermelho, observamos dificuldades no emprego do pronome relativo "cujo". Esse pronome "relaciona dois substantivos, um antecedente e outro conseqüente, sendo este último possuidor de algo (qualidade, condição, sentimento, ser etc.) designado pelo primeiro". Um exemplo: "um ator cujo talento é inegável".
No texto em questão, o correto é o emprego do pronome relativo "que". Observe o texto corrigido: "são políticas que diminuem a desigualdade social, que é o fator determinante para o consumo de maconha na classe baixa".
3) No terceiro parágrafo tantas idéias diferentes são apresentadas que o estudante simplesmente não conseguiu organizá-las de forma lógica. Resultado: o parágrafo como um todo é confuso e inconclusivo. O parágrafo seguinte, enorme, também é bastante confuso, justamente por ser muito longo. Detalhe: por "sendo disso" o aluno deveria usar "sendo assim".
4) No último parágrafo, podemos verificar um problema de concordância entre substantivo ("desigualdade") e adjetivo ("exacerbada"). Veja o trecho corrigido: "uma desigualdade social exacerbada".
Competências avaliadas
| Competência | Nota |
| 1. | Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. | 0.5 |
| 2. | Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. | 1.0 |
| 3. | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. | 0.5 |
| 4. | Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. | 0.5 |
| 5. | Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. | 1.0 |
Desempenho do aluno em cada competência
| Nota 2,0 - Satisfatório |
Nota 0,5 - Fraco |
| Nota 1,5 - Bom |
Nota 0,0 - Insatisfatório |
| Nota 1,0 - Regular |
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