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Proposta de agosto de 2008

O uso da maconha deve ou não ser legalizado?

A utilização da maconha tem sido alvo cada vez mais freqüente de polêmicas, artigos e debates. Há, por exemplo, amplo respaldo médico sobre os efeitos devastadores da maconha no cérebro. Segundo muitos cientistas, ela vicia, sim, e encaminha o usuário para drogas mais pesadas. Por outro lado, existem estudos científicos que propõem o uso medicamentoso da maconha, mesmo que de forma contínua. Há também quem a compare ao álcool e defenda a legalização de seu uso recreativo. Além disso, para alguns, uma eventual descriminalização da maconha seria um modo de pôr fim ao tráfico e a violência por ele gerada. O que você pensa disso? A maconha deve ou não ser legalizada?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

6.5

Maconha ou não? Eis a questão

O que você faria se soubesse que seu filho tem amigos que usam drogas? E se o encontrasse fumando maconha? Muitas pessoas poderiam aceitar a situação sem fazer grande estardalhaço, entretanto outras preferem nem imaginar que isso ocorra. Em cada parte do mundo, existem idéias diferentes sobre o assunto.

Na Holanda, o uso da maconha é permitido e regulamentado. Quem quiser, basta ir a um dos bares onde há comercialização desse produto, sem que haja grandes impactos para a sociedade.

Por outro lado, no Brasil, qualquer tipo de droga ilícita é proibida. Este fato faz com que muitas pessoas reivindiquem o desejado direito de liberdade, seja para vender ou consumir a erva. Mas quais seriam os resultados dessa liberdade?

É necessário lembrar que os aspectos sócio-econômicos do Brasil são bem diferentes dos da Holanda e que os resultados gerados não seriam os mesmos.

A pobreza brasileira acarreta em um grande contingente populacional envolvido no tráfico e no consumo de drogas. Talvez se esse comércio fosse legal, as camadas mais baixas não recorreriam a esse meio para ter seu sustento. Porém, o problema não é mais concentrado. O índice de jovens de classe média alta que se envolve com essas questões cresce cada vez mais. Por este ponto de vista, a maconha não é um meio de sobrevivência, mas pura e inconseqüente diversão, ás vezes sendo até uma estratégia utilizada por um indivíduo para ser aceito em um grupo ou para se gabar. Enquanto há comprador, o vendedor se mantém. Se os traficantes conseguem uma boa quantia com tudo isso, por que mudariam de vida? Eles continuam na vida do crime, até que a cela os separe. E os chamados "playboys", continuam vivendo com os luxos que sempre tiveram.

Outra questão se encontra na biologia e na química. O resultado gerado pelas drogas é bastante conhecido, mas muitos o ignoram e não pensam no futuro que podem ter, ou até não ter.

São inúmeras as razões para não usar ervas como a maconha. Por que trocar uma vida saudável por alguns momentos do "prazer" de um "baseado"? Alguns ainda acham que o livre-arbítrio é o maior bem da humanidade. Apenas esquecem que podem e devem usá-lo com sabedoria.

Comentário geral

O texto demonstra bom vocabulário, parágrafos bem redigidos, fluência e facilidade para construir argumentos. No entanto, os argumentos vão perdendo o vigor no decorrer do texto e a conclusão desvia o foco para o consumo da droga ("São inúmeras as razões para não usar ervas como a maconha"), ao passo que o que se pedia era posição sobre a legalização da maconha.

Aspectos pontuais

1) Note como no terceiro parágrafo há uma tautologia, que é um raciocínio circular: "No Brasil, qualquer tipo de droga ilícita é proibida". Pois bem, "ilícita" quer dizer "condenada pela lei e/ou pela moral; proibida, ilegal". Portanto, o que se diz é que "qualquer tipo de droga proibida é proibida".

2) No quinto parágrafo, há um deslize na concordância, no período assinalado em vermelho: "O índice de jovens de classe média alta que se envolvem com essas questões cresce cada vez mais."

3) No mesmo quinto parágrafo, é preciso eliminar a vírgula que separa o sujeito do predicado: "E os chamados "playboys" continuam vivendo com os luxos que sempre tiveram."

Competências avaliadas

Competência Nota
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1.5
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1.5
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1.0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. 1.5
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 1.0
Total 6.5

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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