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Proposta de junho de 2009

Combate ao fumo: autoritarismo ou dever do governo?

Foi aprovada, no dia 7 de maio de 2009, pelo governador de São Paulo, uma lei antifumo válida para todo o Estado. A partir de 7 de agosto, está proibido fumar cigarros, cachimbos ou charutos em todos os lugares públicos fechados ou semifechados. Só será possível fumar no próprio carro, dentro de casa ou no meio da rua, desde que não haja tetos, toldos, ou guarda-sóis. Essa lei, aplaudida por muitas entidades e autoridades ligadas à saúde, é também criticada com violência por pessoas que a consideram radical e autoritária, pois tiraria do cidadão boa parte de sua liberdade, que passa a ser vigiada, e o livre-arbítrio para fumar ou não. Como você se posiciona diante dessa questão?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

8.0

Proibição para fumantes: perda de liberdade ou respeito para com os abstêmios?

A proibição ou permissão de fumantes em locais públicos é um problema que há tempos causa polêmica. No começo desse [deste] ano, o governador de São Paulo, aprovou uma lei antifumo, que dividiu a população em dois grupos: os fumantes, que são contra essa proibição[,] pois acham que[,] se forem proibidos de fumar em um local público, perderão boa parte de sua liberdade e os abstêmios, que sofrem praticamente as mesmas consequências que um fumante quando respiram a fumaça de um cigarro.

Os fumantes entram em contradição consigo mesmos quando justificam sua desaprovação mediante essa [dessa] lei como uma perda de liberdade, tendo em vista que[,] a partir do momento que [em que] um fumante entra em um local público e acende um cigarro perto de um abstêmio, ele acaba invadindo a liberdade individual dessa pessoa também.

Uma boa solução para esse problema polêmico, que garantiria, pelo menos em partes [parte], a liberdade individual de ambas os lados, mas que ainda não resolveria o problema de lugares grandes, como shoppings, por exemplo, seria a reserva, em cada local, de uma área para os fumantes e outra para os não-fumantes [não fumantes]. Essa é uma medida que já vem sendo tomada em alguns restaurantes da grande São Paulo, a fim de que os fumantes possam ter o direito de fumar[,] e os abstêmios de garantir que a concentração de nicotina em seu sangue não atinja altos níveis e que seus pulmões não sejam prejudicados pelo cigarro.

Mas enquanto soluções como esta são inviáveis, o certo a se fazer é o fumante se conscientizar de que sua liberdade acaba quando a de outra pessoa começa[,] e que a intenção dessa lei não é "marginalizar" as pessoas que fumam, e sim criar entre fumantes e abstêmios um respeito mútuo, ou seja, o fumante não deve ser encarado como "anomalias" [anomalia], como Clarah Averbuch, escritora da Revista da Folha diz que essas pessoas são, e os fumantes passivos não sejam prejudicados pelo cigarro.

Comentário geral

Apesar de estar bem articulado, com ideias claras sobre o que quer argumentar, o autor deste texto perdeu-se bastante, porque usou frases e períodos longos demais; isso obriga o leitor a ler e reler para compreender suas ideias. É tão evidente esse problema que a última oração do texto, de tão entrecortada, perdeu boa parte de seu sentido.

Aspectos pontuais

1) No primeiro parágrafo, o autor se refere ao ano vigente de 2009, portanto, deve-se usar o demonstrativo "este", próximo no tempo: "No começo deste ano...".

2) No mesmo período, há um erro grave: nunca se separa o sujeito do verbo com vírgula: Assim, "...o governador de São Paulo aprovou uma lei antifumo que dividiu a população em dois grupos...".

3) No segundo parágrafo, "consigo" é pronome referente às pessoas ele/ele/eles/elas: "Ele levou consigo meu amor". Embora não esteja errado, deve-se evitar: "consigo mesmo", que é um pleonasmo (ou seja, diz-se, aqui, duas vezes a mesma coisa).

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.1.5
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.2.0
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1.5
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.1.5
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.1.5
Total 8.0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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