Combate ao fumo: autoritarismo ou dever do governo?
Foi aprovada, no dia 7 de maio de 2009, pelo governador de São Paulo, uma lei antifumo válida para todo o Estado. A partir de 7 de agosto, está proibido fumar cigarros, cachimbos ou charutos em todos os lugares públicos fechados ou semifechados. Só será possível fumar no próprio carro, dentro de casa ou no meio da rua, desde que não haja tetos, toldos, ou guarda-sóis. Essa lei, aplaudida por muitas entidades e autoridades ligadas à saúde, é também criticada com violência por pessoas que a consideram radical e autoritária, pois tiraria do cidadão boa parte de sua liberdade, que passa a ser vigiada, e o livre-arbítrio para fumar ou não. Como você se posiciona diante dessa questão?
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7.0
NÃO FUMANTES EM RISCO
Os não fumantes tem [têm] o direito de não adquirir um câncer de pulmão ou doenças cardíacas. A lei antifumo é mais uma forma de minimizar os males causados por essa droga. De acordo com a agência para proteção do meio ambiente (EAP em inglês), a fumaça do cigarro é um carcinógeno do tipo A, o mais grave.
A lei não deve ser considerada evasiva [invasiva?] ou radical, assim [radical. Assim] seria se o cigarro passasse a ser uma droga ilícita, não podendo ser vendida legalmente. Os fumantes poderão continuar se matando, entretanto dessa vez sem por [pôr] em risco a saúde de quem trabalha,estuda, viaja ou mora com eles.
Não há inconveniente algum em ir até um lugar aberto para saciar o vicio [vício], assim será mantido o direito dos que fumam de dar continuidade ao seu habito, [hábito] sem tirar o direito dos que não fumam de não se tornar[em] o [os] chamado[s] fumante[s] passivo[s].
Em suma[,] todos nós temos direitos e deveres, [;] um cidadão tem o direito de fumar[,] mas a partir de agora terá que fazê-lo em locais onde não seja colocada em risco a saúde pública, assim respeitando [respeitando assim] o direito individual de cada um,[:] nesse caso o de viver ou morrer, porque o cigarro mata.
Comentário geral
O texto está bem organizado, percebe-se que o autor sabe o que dizer com segurança. Apesar de não usar a palavra "autoritarismo" ou "dever", não se fugiu ao centro do tema pedido.
Problemas pontuais
1. No primeiro parágrafo há um problema de acentuação. Apesar das modificações do novo Acordo ortográfico, em vigor desde 1º de janeiro de 2009, o verbo ter, no plural do presente do indicativo, não perdeu o acento diferencial: ele tem/ eles têm; nada mudou também com seus compostos: ele mantém, eles mantêm.
2. No segundo parágrafo, o verbo pôr no infinitivo leva acento. É uma das poucas palavras com acento diferencial que permaneceram após a implantação do mesmo Acordo.
3. No segundo parágrafo, há um provável equívoco no uso de palavra: "evasivo", que significa "sutil", "astucioso". A palavra "invasivo", por sua vez, significa "agressivo", "aquele que invade". Esta última seria a palavra adequada para a frase: a lei seria muito invasiva...
4. Não é propriamente um erro, mas por que colocar o título inteiro em letras maiúsculas?
Competências avaliadas
| Competência | Nota |
| 1. | Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. | 1.5 |
| 2. | Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. | 1.5 |
| 3. | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. | 1.0 |
| 4. | Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. | 1.5 |
| 5. | Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. | 1.5 |
Desempenho do aluno em cada competência
| Nota 2,0 - Satisfatório |
Nota 0,5 - Fraco |
| Nota 1,5 - Bom |
Nota 0,0 - Insatisfatório |
| Nota 1,0 - Regular |
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