"Selinho" é inocente ou tem significado sexual?
No mês de setembro de 2009, foi preso em Fortaleza um turista italiano, por ter dado um beijo nos lábios da filha de 8 anos. Esse "caso de polícia" fez com que se discutisse a atitude cultural do "selinho" que, para muitas pessoas, tem forte conotação sexual, principalmente entre pais e filhos. Segundo a esposa brasileira, indignada com a prisão do marido, essa é apenas uma forma inocente que se usa na família deles para demonstrar afeto. De fato, até amigos trocam um "selinho", de vez em quando. A questão é: a moda do selinho é inocente? Ou ele deve ser evitado, pois tem apelo sexual? O que você acha?
Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
5.0
"Selinho", sinal de carinho.
Estamos em uma época em que manifestações de carinho entre um pai e sua filha não pode [podem] ser espontâneo [espontâneas], sob o risco do [de o] genitor ser punido, fato que ocorreu, há poucos dias, em Fortaleza, com um turista italiano.
Atualmente, com o acesso mais democrático aos meios de comunicação, foram incessantemente noticiados casos de pedofilia, envolvendo pessoas de todas as classes sociais, esquemas de redes no exterior, o que foi suficiente para ficarmos paranóicos e interpretarmos erroneamente gestos de carinho e afeto entre familiares.
Nós, brasileiros, sempre fomos conhecidos mundialmente por sermos acolhedores, calorosos, nos cumprimentamos com beijos e abraços. O "selinho" está na moda, atualmente, e[,] se considerado uma forma de carícia com conotação sexual[,] correremos o risco de, com um abraço dado em nossos filhos, em local público, sermos considerados pervertidos, tendo que nos explicar para as autoridades.
Sem dúvida alguma[,] devemos ser vigilantes, para que abusos não ocorram com nossas crianças, porém sem sermos radicais, pois, do contrário, nos tornaremos frios e incapazes de demonstrar e receber afeto.
Comentário geral
Texto regular. A questão do "selinho" é discutida superficialmente. Não há propriamente um encadeamento dos argumentos, que são poucos e apresentados sem maior desenvolvimento. Há dificuldade de se expressar com clareza e concisão, como se vai mostrar a seguir.
Aspectos pontuais
1) No segundo parágrafo, é evidente que não é o acesso mais democrático aos meios de comunicação que fez serem noticiados incessantemente os casos de pedofilia, mas é isso que o autor escreveu. Também soa como um exagero dizer que essas notícias nos deixaram paranóicos. Isso vai bem na linguagem informal, coloquial. Numa dissertação, é preciso ser mais comedido, fazer afirmações que apresentem uma comprovação objetiva.
2) No terceiro parágrafo, além de persistir o mesmo exagero e informalidade apontados anteriormente, o autor faz uma colocação confusa porque mistura argumentos sem relacioná-los: 1) somos calorosos e nos cumprimentamos com beijos e abraços; 2) o "selinho" está na moda; 3) se ele for considerado uma carícia, corremos o risco de sermos considerados pervertidos. Note que 1 e 2 não têm nada a ver com 3.
3) Na conclusão, mais exagero, a ponto de extrapolar a proposta.
Competências avaliadas
| Competência | Nota |
| 1. | Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. | 1.0 |
| 2. | Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. | 1.0 |
| 3. | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. | 1.0 |
| 4. | Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. | 1.0 |
| 5. | Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. | 1.0 |
Desempenho do aluno em cada competência
| Nota 2,0 - Satisfatório |
Nota 0,5 - Fraco |
| Nota 1,5 - Bom |
Nota 0,0 - Insatisfatório |
| Nota 1,0 - Regular |
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