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Proposta de outubro de 2009

"Selinho" é inocente ou tem significado sexual?

No mês de setembro de 2009, foi preso em Fortaleza um turista italiano, por ter dado um beijo nos lábios da filha de 8 anos. Esse "caso de polícia" fez com que se discutisse a atitude cultural do "selinho" que, para muitas pessoas, tem forte conotação sexual, principalmente entre pais e filhos. Segundo a esposa brasileira, indignada com a prisão do marido, essa é apenas uma forma inocente que se usa na família deles para demonstrar afeto. De fato, até amigos trocam um "selinho", de vez em quando. A questão é: a moda do selinho é inocente? Ou ele deve ser evitado, pois tem apelo sexual? O que você acha?

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Redação

Aluno:***

Idade:***

Colégio:***

3.0

Selinho ["Selinho"]: normal ou apelo sexual?

O selinho ["selinho"] é a [uma] modalidade de beijo em que os lábios se tocam de leve. Toda a população jovem conhece essa "prática" e a maioria deles pensa nela como algo simples e [assim como] os pais imaginam [a consideram] como uma forma de demonstrar carinho para os filhos.

Há pessoas que pensam no selinho ["selinho"] como um forte apelo sexual, tanto que um pai já foi preso apenas por beijar os lábios da filha de oito anos! Esse foi um caso absurdo, pois não existe pai ou mãe que nunca tenha dado um selinho ["selinho"] em sua criança.

Entre adolescentes[,] ele é normalmente "utilizado", até mesmo para demonstrar amizade, mas normalmente ocorre entre pessoas de sexo oposto, tudo por causa da discriminação do afeto entre pessoas do mesmo sexo (homossexualidade).

Também há pessoas que sempre recusam selinhos ["selinhos"], mesmo de quem gostam muito, porque seus pais proíbem a criança. Até a adolescência[,] essa proibição está certa, mas depois disso por que essa regra? Se pais podem dar "beijinhos" nos filhos, porque eles não podem dar [dá-los] em pessoas [de] que estão gostando? Esse é um fato muito comum entre várias famílias que não têm segurança em relação a seu "filhinho", mas se a educação dele for boa, por que toda essa preocupação sem sentido?

Portanto, se estiver seguro de si mesmo e gostar muito de alguém que te [lhe] peça um beijo, um selinho ["selinho"], não recuse, pois se você explicar tudo direito a seus pais eles irão entender a razão disso, mas é claro, não beije todos que pedirem, pois existem pessoas que são más intencionadas. Responsáveis, jamais proíba [proíbam] seus filhos, já adolescentes, de dar beijos e selinhos ["selinhos"], porque se você os educou [vocês os educaram] bem, eles saberão quem podem ou não namorar e beijar.

Comentário geral

O autor começa bem, expondo o tema, mas a partir daí passa a divagar e termina dando conselhos que não lhe foram pedidos. Não é esse o objetivo de uma dissertação.

Aspectos pontuais

1) No título, a oposição entre "normal" e "apelo sexual", não faz muito sentido. Ser "inocente", como dizia a proposta, não significa ser "normal". Além disso, a própria sexualidade, que é natural, também pode ser considerada "normal". A expressão "apelo sexual" também está mal empregada: não se pode dizer que o "selinho" é apelo sexual, mas sim que tem (ou não) apelo sexual. Isso vale também para o segundo parágrafo.

2) Toda a população jovem conhece ... e a maioria dela pensa...
Sobre o fato de "prática" estar entre aspas, convém observar que isso é desnecessário. Esse uso das aspas só revela insegurança do autor. Ele não sabe se a palavra é correta ou adequada e acredita que, colocando-a entre aspas, dá a entender que está usando uma palavra aproximada por falta de outra, melhor. O mesmo vale para "utilizado" e "filhinho", nos parágrafos subsequentes.

3) Não é verdade que não existam pais que nunca tenham dado um "selinho" em seus filhos (que podem ser tanto crianças quanto adolescentes). Como o costume é recente, até uma ou duas décadas atrás a maioria dos pais não dava "selinhos" nos filhos.

4) Também não é verdade que o selinho geralmente ocorre entre pessoas de sexo oposto por causa da discriminação aos homossexuais. Independentemente da discriminação, as pessoas de sexo oposto continuariam se beijando, não é?

5) No quarto parágrafo, veja a confusão: os pais proíbem o "selinho", não "a criança". Veja como a frase fica mais clara quando se retira dela o termo "a criança": "Também há pessoas que sempre recusam 'selinhos', mesmo de quem gostam muito, porque seus pais proíbem".

Competências avaliadas

CompetênciaNota
1.Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.1.0
2.Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.0.5
3.Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.1.0
4.Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.0.5
5.Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.0.0
Total 3.0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
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Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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