Os últimos anos de estudo de Antônio Mariano Alberto de Oliveira - o poeta formou-se em Humanidades e Farmácia - foram assinalados pela publicação de suas primeiras obras:
Canções românticas (1878) e
Meridionais (1884).
Na primeira, embora os motivos sejam
parnasianos (estátuas, mármores, temas greco-romanos eivados de sensualismo), opera-se ainda um transbordamento romântico de emoção e imaginação. A natureza não é pintada com a universalidade parnasiana: tem cor local e sente-se nela a presença do poeta, observador parnasiano que transforma a realidade em arte.
Em
Meridionais, Alberto de Oliveira alcança a impassibilidade preconizada pela estética parnasiana. Descreve cenas e objetos, acentuando-lhes os traços físicos capazes de impressionar os sentidos: cores, sons, sensações táteis.
Nas últimas obras, contudo, a poesia de Alberto de Oliveira revela uma aura de sugestividade que, ultrapassando as descrições meramente plásticas, faz pensar numa inquietação filosófica que o aproxima do
Simbolismo. É o caso de
Por amor de uma lágrima (1900) e
Alma livre (1905), nos quais, além do simbolismo, certa desinibição na forma de alguns poemas já prenuncia o
Modernismo.
Apesar de todas essas mutações, Alberto de Oliveira caracterizou-se por ser um poeta da Natureza, cultor de uma poesia caracterizada por certo romantismo, mas vertida em forma parnasiana.
Em termos profissionais, o poeta exerceu funções públicas: foi diretor geral da Instrução e exerceu o magistério nas áreas de língua portuguesa e literatura brasileira.
Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 8.
Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira
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