Filho de
Amílcar Barca e grande comandante dos cartagineses contra Roma na
Segunda Guerra Púnica. Seu pai levou-o consigo para a Espanha, em 236 a.C., quando Aníbal ainda era uma criança, e fez com ele jurasse solenemente ódio a Roma.
Após a morte de seu pai e a de Asdrúbal (sucessor de Amílcar no comando das forças cartaginesas na Espanha), Aníbal foi eleito comandante pelo exército em 221 a.C., e iniciou imediatamente o cerco de Sagunto - como primeiro passo para a guerra contra Roma.
Após a vitória romana, Aníbal empreendeu a reorganização do governo corrupto de sua pátria, mas os romanos, temerosos de sua persistente hostilidade, exigiram a sua entrega, e Aníbal refugiou-se na corte de Antíocos da Síria (em 195 a.C.). Lá ele encorajou o rei a hostilizar os romanos.
Depois que Antíocos foi derrotado em Magnésia (190 a.C.), Aníbal fugiu primeiro para Creta, e depois para a corte de Prusias, rei da Bitínia. Lá, os romanos perseguiram-no vingativamente até sua velhice, "como a um pássaro que tivesse perdido sua cauda e suas penas", segundo
Plutarco, e exigiram sua entrega.
Para escapar à humilhação de ser preso pelos romanos, Aníbal envenenou-se.
Existe uma "Vida de Aníbal" escrita por Cornélio Nepos.
Dicionário Oxford de Literatura Clássica (grega e latina), Paul Harvey, Jorge Zahar Editor
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