August Wilhelm Schlegel estudou filosofia clássica e estabeleceu-se em 1796 como professor da Universidade Jena, casando-se com a espirituosa Caroline Michaelis (1763-1809), que se divorciou dele em 1803 para casar com o filósofo
Schelling.
Profundamente influenciado por Caroline, Schlegel escreveu as críticas magistrais sobre as
Elegias romanas e
Hermann e Dorothea, de
Goethe, que foram depois incluídas no volume de co-autoria com seu irmão
Friedrich Schlegel,
Interpretações e críticas.
A partir de 1804 foi companheiro constante de Madame de Staël, vivendo com ela em Coppet, na Suíça, e acompanhando-a nas viagens. Depois da morte da escritora, foi nomeado professor da Universidade de Bonn, em 1818.
Romantismo
A. W. Schlegel foi um dos críticos literários mais influentes de sua época, um dos chefes do primeiro movimento romântico, que ele lançou em Berlim, em 1801, na obra
Preleções sobre literatura e arte.
Entre 1809 e 1811 pronunciou em Viena as conferências que formam o bloco da sua obra mais importante,
Sobre literatura e arte dramática: interpretações originais de tragédias gregas, crítica demolidora do teatro de
Racine e, sobretudo, pontos de vista inteiramente novos sobre a arte de
Shakespeare, coincidindo com os de
Coleridge.
Traduções
Insignificante como poeta, A. W. Schlegel foi um tradutor excepcionalmente dotado. Sua tradução de 17 peças de Shakespeare, mais tarde completada por Dorothea Tieck e Wolf Baudissin, sob a supervisão de Ludwig Tieck, é a melhor tradução do escritor inglês para qualquer língua, literal e ritmicamente fiel e, ao mesmo tempo, uma grande obra poética em alemão. Não é muito inferior a tradução de várias peças de Calderón.
No volume
Flores da poesia italiana, espanhola e portuguesa, de 1804, A. W. Schlegel introduziu na língua alemã poesias de
Petrarca,
Tasso, Garcilaso, Lope de Vega e
Camões.
Enciclopédia Mirador Internacional
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