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Biografias

Professor e jornalista brasileiro

Austregésilo de Athayde

25/09/1898, Caruaru (PE)
13/09/1993, Rio de Janeiro

Da Redação
Em São Paulo

A vida de Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde está diretamente relacionada com a ABL (Academia Brasileira de Letras), entidade que presidiu desde 1959 até a sua morte. Professor, jornalista, cronista, ensaísta e orador, foi eleito no dia 9 agosto de 1951 para a Cadeira número 8 da ABL.

Ainda criança, Austregésilo de Athayde, que era filho do desembargador José Feliciano Augusto de Athayde e de Constância Adelaide Austregésilo de Athayde, passou a morar no Ceará, sempre acompanhando o pai, constantemente transferido para outros municípios do Estado em conseqüência de suas atividades jurídicas.

Durante parte de sua vida, Austregésilo de Athayde sonhou em ser padre. Com 12 anos, ingressou no seminário e cursou até o terceiro ano de teologia. Depois que percebeu que realmente não tinha vocação para comandar uma igreja, passou a trabalhar como professor, além de colaborar com o jornalismo, antes de se transferir para o Rio de Janeiro, durante a 1ª Guerra Mundial, em 1918.

No Rio, à época capital federal, continuou dando aulas e passou a escrever com freqüência para o jornal "A Tribuna". Em 1921, inicia uma colaboração para o "Correio da Manhã", dedicando-se à crítica literária. No mesmo ano, publica o seu primeiro livro, "Histórias Amargas".

Formado em direito, Austregésilo de Athayde demonstra na juventude que a sua verdadeira vocação era mesmo o jornalismo. Em 1924, aceitou um convite de Assis Chateaubriand e assumiu a direção de "O Jornal", o embrião do que futuramente seria conhecido como "Diários Associados", uma rede de jornais, revistas e emissora de televisão espalhada por todo o país. Ferrenho adversário da Revolução de 1930, foi preso e exilado para a Europa em novembro desse ano. Permaneceu muitos meses em Portugal, Espanha, França e Inglaterra. Posteriormente, morou em Buenos Aires.

Ao retornar ao Brasil, reiniciou as suas atividades como jornalista nos "Diários Associados", escrevendo editoriais e uma coluna internacional. Em 1948, participa de um acontecimento histórico: como delegado do Brasil na 3ª Assembléia da ONU, em Paris, foi um dos membros da comissão que redigiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Trinta anos mais tarde, o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter encaminhou uma carta a Austregésilo de Athayde elogiando a sua participação na Assembléia da ONU. Como presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athayde construiu o prédio do Centro Cultural do Brasil e autorizou a criação do Banco de Dados e do Centro de Memória da ABL.

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