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Presidente dos EUA - desde 20/1/2009

Barack Obama

4 de agosto de 1961, Honolulu, Havaí, EUA

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Barack Obama elegeu-se presidente dos Estados Unidos em novembro de 2008

Filho do queniano Barack Obama, e da norte-americana Ann Dunham, Barack Hussein Obama Jr. passou parte da infância no Havaí e na Indonésia, para onde sua mãe se mudou depois de divorciar-se do pai e se casar novamente. Aos dez anos, porém, o menino retornou ao Havaí, onde viveu sob os cuidados dos avós maternos.

Adolescente, mudou-se para Nova York onde cursou ciências políticas na Universidade Colúmbia. A seguir, graduou-se também em direito pela Universidade de Harvard. Iniciou sua carreira política na cidade de Chicago, Illinois, onde foi líder comunitário e professor de direito constitucional. Casou-se em 1992 com Michelle e tem duas filhas, Malia e Sasha.

Em 1996, foi eleito para o Senado de Illinois (órgão do poder Legislativo local), onde permaneceu até 2004. Em 2000, tentou sem sucesso eleger-se para a House of Representatives, que equivale à Câmara dos Deputados do Congresso norte-americano. Quatro anos mais tarde, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, assumindo seu mandato em 4 de janeiro de 2005.

No Senado, Obama integrou diversas comissões e obteve destaque por sua atuação, o que lhe permitiu postular a candidatura à Presidência da República, em fevereiro de 2007. Em campanha, sua plataforma se compõe de três elementos essenciais: o fim da guerra do Iraque, a obtenção da auto-suficiência energética dos Estados Unidos e a universalização dos serviços de saúde no país.

Para tornar-se o candidato oficial dos democratas, contudo, Barack Obama precisou vencer a outra postulante do Partido, a senadora Hillary Clinton, numa disputa acirrada, que quase provocou estragos aos próprios democratas na corrida presidencial.

Em julho de 2008, a campanha de Obama ganhou cenário internacional: o candidato foi ao Afeganistão, ao Iraque, Jordânia e Israel, bem como à Inglaterra, França e Alemanha. Na capital deste último país, Berlim, Obama reuniu cerca de 200 mil pessoas para ouvi-lo.

A partir das evidências de que a economia norte-americana entrava numa crise de proporções ainda não dimensionadas, o que desgastou definitivamente o presidente George W. Bush e o Partido Republicano, Obama começou a se impor sobre o adversário John McCain nas pesquisas de opinião pública.

Em novembro, Obama venceu o concorrente e foi eleito o 44o presidente dos Estados Unidos, sendo aclamado como o primeiro negro a governar o país. Mas o próprio Obama deixa claro que essa questão racial é secundária. Em suas palavras: "Não há uma América negra e uma América branca e uma América latina e uma América asiática. Há os Estados Unidos da América".

Para seus simpatizantes, Obama é um político único e estimulante como o presidente John F. Kennedy e não há dúvida de que exibe um carisma semelhante ao de Kennedy. Por outro lado, seus adversários o acusam de ser nada mais que um orador eloquente, de idéias ingênuas e políticas econômicas que tendem ao socialismo.

Também se fala da inexperiência de Obama, particularmente nas questões internacionais mais tensas, como o papel dos Estados Unidos no Iraque. Para compensar essa situação, foi escolhido como vice-presidente Joe Biden, senador por Delaware, um dos políticos há mais tempo em atividade no Congresso norte-americano, com seis mandatos no Senado.

O segundo mandato

Em 2012 Barack Obama não teve a mesma facilidade do pleito anterior, mas venceu novamente a disputa por sua reeleição à presidência dos Estados Unidos. Teve 50% dos votos contra 48% do candidato republicano Mitt Romney. Para a sua vitória, mais uma vez pesaram o trabalho engajado dos voluntários da campanha e o voto das minorias.

O principal desafio do segundo mandato do presidente Obama será lutar pela recuperação econômica dos EUA, o que demandará esforços no sentido de equilibrar as necessidades de corte de projetos sociais e aumento de impostos sem, no entanto, permitir que o país enfrente uma grave recessão, que traria repercussões mundiais.
 

Fonte: Senado dos Estados Unidos/The New York Times/Folha de S. Paulo


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