Benjamin Constant Botelho de Magalhães iniciou sua vida profissional como pedreiro e estudou no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. A seguir, entrou para o Exército, transferindo-se para a Escola Militar, onde terminou os estudos. Depois de se aperfeiçoar em engenharia, recebeu o grau de doutor em matemática e ciências físicas.
Professor concursado do Colégio Pedro 2º, sofreu profunda influência
positivista, passando a difundir essas ideias na Escola Militar. Seduzido principalmente pelas implicações políticas do pensamento de
Comte, passou a considerar o exército como o grupo social mais qualificado no país, responsável, portanto, pela transformação republicana no Estado brasileiro.
Assim, durante a
Questão Militar, apoiou Sena Madureira e
Deodoro da Fonseca. Dois anos depois, funda o Clube Militar, que se transformou em centro da propaganda republicana.
Empolgado com o desprestígio do regime monárquico - abalado pela crise econômica, pelos conflitos com os militares e pela
Questão Religiosa, além de minado pela
campanha abolicionista -, Benjamin Constant faz pronunciamentos de crescente agressividade.
Ministro da Instrução Pública
Em 9 de novembro de 1889, Constant preside a sessão do Clube Militar que decide a queda da monarquia. Atuando com o Partido Republicano, garante o apoio de Deodoro da Fonseca, militar de grande prestígio na época.
Depois de proclamada a República, Constant chefia o ministério da Guerra do governo provisório. Em 1890, torna-se ministro da Instrução Pública e elabora uma reforma do ensino de nítida influência positivista.
No entanto, Benjamin Constant se desentende com Deodoro da Fonseca à medida que cresce o autoritarismo deste último. Pouco antes de falecer, é demitido do ministério, o que agravaria ainda mais a
crise que levou à renúncia do próprio Deodoro.
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