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Biografias

Cineasta francês

Claude Chabrol

24/6/1930, Paris, França

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Claude Chabrol: comparado a Hitchcock logo na estréia pelos Cahiers du Cinéma

Quando Chabrol despontou com "Nas Garras do Vício", a revista "Cahiers du Cinéma" comparou o estreante ao grande mestre Alfred Hitchcock: "Que importa se não conseguimos abrir todas as portas? O importante é nos deixarmos conduzir por ele pelos caminhos do sonho".

Filho de farmacêutico, Claude Chabrol começou no cinema aos 12 anos: no vilarejo de Sardent (para onde fora levado durante a Segunda Guerra Mundial), era projecionista de um cineclube de garagem.

Depois da guerra, retornou para Paris. Começou a freqüentar os cineclubes e cinematecas, onde conheceu diretores como François Truffaut, Jean-Luc Godard e Eric Rohmer. Nessa época, tornou-se colaborador da "Cahiers du Cinéma".

Trabalhou no escritório parisiense da 20th Century Fox em 1957. No mesmo ano, escreveu com Rohmer um livro sobre Hitchcock, um de seus ídolos.

Em 1959, estreou na direção com "Nas Garras do Vício" ("Le Beau Serge") e, logo depois, "Os Primos" ("Les Cousins"). Os dois filmes tornaram-se marcos da chamada "Nouvelle Vague" (o mais influente movimento cinematográfico francês). O primeiro ganhou o Prêmio Jean Vigo, e o segundo recebeu o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim.

No ano seguinte, Chabrol rodou "Les Bonnes Femmes", com a atriz Stéphane Audran, que se tornaria sua esposa e participaria de 23 filmes dirigidos por ele.

Durante toda a década de 1960, a atividade de Chabrol foi intensa: rodou quase duas dezenas de filmes, entre os quais "Ophélia", "Landru", "O Código É Tigre" ("Le Tigre Aime la Chair Fraîche"), "As Corças" ("Les Biches") e "A Mulher Infiel" ("La Femme Infidèle").

Em 1972, lançou um de seus grandes sucessos de público, "Armadilha Para um Lobo" ("Docteur Popaul"), com Jean-Paul Belmondo. Nessa década, além do suspense e do mistério, Chabrol experimentou o thriller político ("Nada") e o gênero fantástico ("Alice ou a Última Fuga", em francês "Alice ou la Dernière Fugue").

Nos anos 1980 e 1990, a presença de grandes atrizes chamou a atenção do público para seus novos filmes: com Isabelle Huppert, fez "Um Assunto de Mulheres" ("Une Affaire de Femmes") e "Madame Bovary", por exemplo; com Marie Trintignant, rodou "Betty", baseado num romance de Georges Simenon.

Em 2000, Chabrol estreou outro grande sucesso, "A Teia de Chocolate" ("Merci Pour le Chocolat"). Em 2003, lançou "A Flor do Mal" ("La Fleur du Mal").

Hoje, acumulando quase 50 anos de direção, é um dos mais respeitados cineastas de todos os tempos - e um dos mais amados pelo público.

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