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Biografias

Cineasta italiano

Franco Zeffirelli

12/02/1923, Florença, Itália

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Franco Zeffirelli conseguiu a consagração do Oscar com "Romeu e Juleita"

Gianfranco Corsi, mais conhecido como Franco Zeffirelli, é filho ilegítimo de um comerciante de tecidos e sua mãe morreu quando ele tinha apenas seis anos.

Foi criado por um grupo de atrizes inglesas conhecidas como "os escorpiões". Uma em especial, Mary O?Neill, assumiu o papel de mãe, introduziu-o ao inglês, a literatura, ao teatro e a Shakespeare.

Zeffirelli estudou arquitetura em Florença e integrou um grupo de teatro. Depois da guerra mudou-se para Roma onde foi assistente de grandes diretores como Antonioni, De Sica, Rossellini e Visconti, com quem trabalhou em filmes como "A Terra treme"(1948) e "Belíssima" (1951).

A partir dos anos 1950 encenou espetáculos como "L?Italiana in Algeri", de Rossini, e dirigiu estrelas como Maria Callas. Após "La Bohème, de Puccini, Zeffirelli voltou a se dedicar ao cinema e fez "A megera domada" (1967) com Richard Burton e Elizabeth Taylor.

No ano seguinte fez "Romeu e Julieta" (1968) e ganhou o Oscar como melhor diretor e um lugar na história do cinema por ser o primeiro a usar dois adolescentes reais (Olívia Hussey e Leonard Whiting) para mostrar os amantes de Shakespeare. O filme marcou época.

Seus filmes seguintes foram "Irmão Sol, Irmã Lua" (1973), "Jesus de Nazaré" (minissérie produzida para a televisão, de 1977) e "O Campeão" (1979), com John Voight. Em 1981 "Amor sem fim", com Brooke Shields, foi aclamado pelo público jovem, mas rendeu ao cineasta uma indicação ao "Framboesa de Ouro" de "Pior Diretor".

Na década de 1980, Zeffirelli voltou-se às óperas "La traviata" (1982), pela qual foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte; e "Otello" (1986), ambas de Verdi e protagonizadas por Plácido Domingo.

Nos anos 1990, novamente se interessou por Shakespeare e fez sua versão de "Hamlet" (1990) com Mel Gibson e Glenn Close. Também fez "Jane Eyre" (1996) e "Chá com Mussolini" (1999), inspirado em trechos da biografia do próprio Zeffirelli. Em 2001, com "Callas Forever", homenageou a diva nos 25 anos de sua morte. Fanny Ardant faz o papel de Maria Callas em plena crise artística, pouco tempo antes da sua morte, quando Callas se encontrava refugiada em seu apartamento parisiense.

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