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Biografias

Compositor e instrumentista húngaro

Franz Liszt

22 de outubro de 1811, Raiding (Hungria)
31 de julho de 1886, Bayreuth (Alemanha)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução - foto de Franz Hanfstaengl (1858)

Reprodução - foto de Franz Hanfstaengl (1858)

Liszt, em 75 anos de vida, compôs mais de 400 obras, além de transcrições e arranjos

Menino-prodígio como pianista, Liszt alcançou o primeiro sucesso em Viena, no ano de 1822. Dizem que, certa vez, depois de ouvir Paganini, o virtuose do violino, teria resolvido tornar-se o "Paganini do piano". De fato, tornou-se o maior pianista do século 19. Liszt estudou piano com Carl Czerny e composição com o rival de Mozart, Antonio Salieri.

Vivendo sempre nos círculos sociais da aristocracia, teve inúmeros casos de amor. Amigo de escritores como Alphonse de Lamartine, Victor Hugo, Georges Sand e Heinrich Heine, ligou-se ao romantismo. De sua relação com a condessa Marie d'Agoult teve vários filhos, dentre eles, Cosima, que se tornaria esposa de Richard Wagner.

Em 1844 separou-se da condessa e, quando alcançara o ponto mais alto de sua carreira como virtuose, renunciou ao piano, passando a tocar só para amigos. Graças à sua atividade na direção, o teatro de Weimar se tornou um dos principais centros de música da Europa. Ali, ele dirigiu a primeira representação do Lohengrin, de Wagner, a quem apoiava incondicionalmente.

Mais tarde, ingressou na vida religiosa. No final da vida, viveu em Bayreuth, na companhia de Wagner e Cosima, recebendo admiradores e jovens pianistas de todo o mundo.

Criador do poema sinfônico

Suas Rapsódias húngaras, escritas para piano, são peças brilhantes, de alto virtuosismo pianístico, e devem sua fama à versão orquestrada. Com essas obras, de inspiração cigana, Liszt tornou a música húngara reconhecida na Europa.

Liszt é considerado o criador do poema sinfônico. Sua técnica era a "transformação temática", na qual um ou mais temas musicais, representando pessoas ou ideais heróicos, iam-se desenvolvendo ao longo do trabalho, criando assim, simultaneamente, estrutura musical e narrativa romântica. Essa técnica atingiu o ponto culminante na Sonata para piano em si menor, de 1853, e na Sinfonia Fausto, de 1854.

Homem de grande generosidade, Liszt possuía ampla cultura literária e filosófica - e um desejo nunca plenamente realizado de satisfação religiosa. Na verdade, coabitavam dentro dele três homens distintos: o artista visionário, o cigano apaixonado e o católico devoto.

Liszt deixou mais de 400 obras originais, além de muitas transcrições e arranjos. Seu nacionalismo musical húngaro desencadeou uma onda de nacionalismos semelhantes por toda a Europa, da qual se salientam: o checo Bedřich Smetana, o norueguês Edvard Hagerup Grieg, o russo Aleksandr Porfirievich Borodin e o finlandês Jean Sibelius.

Enciclopédia Mirador Internacional e Música clássica, de John Stanley (Editora Livros & Livros)

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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