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Biografias

Estadista alemão

Friedrich Ebert

04/02/1871, Heidelberg (Alemanha)
28/02/1925, Weimar (Alemanha)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Fundação Friedrich Ebert foi um dos legados do estadista alemão

Primeiro presidente da Alemanha democraticamente eleito e líder do movimento social-democrático, Friedrich Ebert tentou unir seu país pela primeira vez numa República. Desempenhou um papel importantíssimo na história da democracia alemã, embora tenha enfrentado as dificuldades geradas pela Primeira Guerra Mundial.

Nascido na cidade universitária de Heidelberg, filho de um alfaiate, Ebert fora treinado para o ofício de seleiro, fabricante de selas para cavalo, mas aderiu ao socialismo aos 18 anos, influenciado por um tio.

Como social-democrata e sindicalista, representava a chamada ala "sindical revisionista" do partido, que estava menos envolvida nas batalhas ideológicas do marxismo. Tinha uma visão pragmática que buscava a melhoria das condições de vida da classe operária alemã.

Ebert não tinha compromissos com as idéias do passado, reprimidas pelas armas na guerra, em 1918. Ao assumir a Presidência, os social-democratas esperavam garantir a transição ordenada para a nova forma de Estado.
As mulheres alemãs votaram a primeira vez em 1919, nas eleições que deram grande maioria aos três partidos republicanos na Assembléia Nacional. Mesmo assim, Ebert enfrentava um país em caos e as forças anti-republicanas mantiveram posições-chave no poder.

A República nasceu fraca por conta das dificuldades econômicas do pós-guerra e as rigorosas condições do Tratado de Versailles. Os distúrbios atingiram seu ponto culminante em 1923, quando a inflação atingiu proporções dramáticas (um dólar chegou a valer 4,2 bilhões de marcos). Franceses e belgas ocuparam a região do Rio Ruhr, porque os alemães deixaram de pagar as parcelas da indenização de guerra. Adolf Hitler aproveitou para tentar um golpe malogrado em Munique, como chefe do pequeno Partido Nacional-Socialista ou Nazista. E também os comunistas tentaram tomar o poder.

O governo de Ebert conseguiu contornar a crise e iniciou um período de reconstrução que se prorrogou além da sua morte, em 1925, enquanto trabalhava em seu gabinete.

De 1924 a 1929, empréstimos externos foram empregados na modernização da indústria. Os Estados Unidos ajudaram na elaboração do Plano Dawes, para permitir que a Alemanha arcasse com o cumprimento de suas obrigações de guerra sem arruinar-se completamente.

Ebert foi sucedido pelo o ex-marechal Paul von Hindenburg, candidato da direita que respeitou a constituição, embora não fosse um republicano. A República de Weimar começou a decair com a quebra da bolsa de Nova York e a crise econômica mundial que se seguiu.

Um dos legados do primeiro presidente alemão é a Fundação Friedrich Ebert (FES), criada em 1925 com três objetivos: fomentar uma cultura política democrática e pluralista, facilitar o acesso ao ensino superior com bolsas, e e contribuir para o entendimento internacional para evitar guerras. A Fundação foi proibida quando os nazistas assumiram o poder em 1933 e restabelecida em 1947, após a Segunda Guerra Mundial. Possui escritórios pelo mundo, inclusive no Brasil.

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