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Biografias

Escritor, filósofo e teólogo alemão

Johann Gottfried von Herder

25 de agosto de 1744, Mohrungen, então Prússia Oriental (Alemanha)
18 de dezembro de 1803, Weimar (Alemanha)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

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Para Herder, a poesia era a verdadeira alma do povo

Johann Gottfried von Herder estudou teologia em Königsberg, tendo sido aluno de Kant e de Hamann. Foi pastor em Riga e Bückeburg, e enfim presidente do consistório em Weimar.

Líder da mocidade pré-romântica quando jovem, tornou-se depois um amargurado, incompreendido pelos contemporâneos e, por sua vez, incapaz de compreender a evolução para o classicismo de Weimar (considerava imoral a obra de seu ex-discípulo Goethe, repugnavam-lhe as idéias estéticas de Schiller e rejeitava o kantismo). Morreu praticamente esquecido e abandonado.

Autor de pensamento vigorosamente original, Herder é uma das mais importantes figuras da Alemanha e da Europa do século 18. No entanto, muitas de suas idéias são hoje tão tranqüilamente aceitas que poucos se lembram de relacioná-las com seu nome, esquecidos, além disso, do quanto de inovação representaram ao serem formuladas.

História literária comparada

Herder foi um notável tradutor. Em sua antologia "Vozes dos povos em canções" estão traduzidas e anotadas, ao lado de lieder alemães, canções populares inglesas, eslavas, escandinavas e espanholas.

Nessa obra, Herder revela-se capaz de interpretar corretamente as diferentes vozes nacionais dentro de uma Europa até então apenas considerada em conjunto. Herder é o criador do nacionalismo literário; para ele, a poesia era a verdadeira alma do povo, uma obra anônima e coletiva desenvolvida durante séculos.

Antecipando os românticos, Herder reabilitou a Idade Média: o estilo gótico da catedral de Strasbourg, sobre a qual encomendaria um ensaio a Goethe, considerou-o igualmente uma manifestação da arte popular.

O ensaio de Herder sobre "Macbeth", de Shakespeare, incluído em "Sobre a arte e a mentalidade alemãs", é a primeira interpretação sintética da obra do dramaturgo inglês, apresentada como um organismo dramático coerente. A crítica de Herder abriu caminho às posteriores, de August Wilhelm Schlegel, Friedrich Schlegel e Coleridge.

Interpretando as literaturas dos diferentes povos como expressões de sua evolução histórica, Herder criou a história literária comparada. Para ele, a história não seria apenas uma sucessão de acontecimentos diplomáticos e militares, mas resultado das condições particulares das diversas nações e raças combinadas com o espírito específico de cada época.

Otimista em relação ao futuro da humanidade, Herder revela horror ao despotismo, chegando a afirmar a impossibilidade da sobrevivência da arte sob condições de tirania.

Enciclopédia Mirador Internacional
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