Jackson de Figueiredo Martins fez seus primeiros estudos em Aracaju (SE), depois em Maceió (AL), formando-se em direito em Salvador (BA). No ano de 1908 publicou seu primeiro livro, no qual reunia alguns sonetos:
Bater de asas.
No início de sua carreira, Figueiredo foi ferrenho defensor do anticlericalismo, mas, sob a influência da leitura de
Pascal e da amizade de Tasso da Silveira e de
Alceu Amoroso Lima, converteu-se, em 1918, ao catolicismo.
Segue-se, então, uma fase combativa, na qual Jackson de Figueiredo procura dinamizar, na cultura e na política, a orientação católica. Combate violentamente as ideias liberais e o socialismo. Jornalista brilhante e professor de literatura, cerca-se de um grupo de jovens formado por Perilo Gomes, Hamilton Nogueira e Heráclito Fontoura Sobral Pinto, grupo a que mais tarde se filiou o escritor
Gustavo Corção.
Oposição ao tenentismo
Por iniciativa de Jackson de Figueiredo, fundaram-se a revista
A Ordem e o Centro Dom Vital, destinado a difundir, especialmente entre as classes cultas, os princípios da Igreja Católica. Em prefácio ao livro
Cartas à gente Nova, de
Nestor Vítor, Figueiredo escreveria: "Troquei toda a veleidade de construir por mim só ou com a ajuda deste ou daquele grande espírito uma filosofia da ação. Preferi ser o humilde soldado que sou da Igreja católica, e me sinto tão orgulhoso disto como se fora um rei".
Jackson de Figueiredo opôs-se o tenentismo, colaborando com o governo
Artur Bernardes na repressão ao movimento que, mais tarde, desencadearia a
Revolução de 30. O período entre 1922 e 1925 foi o mais combativo: em discursos e conferências, escrevendo na
Gazeta de Notícias e em
O Jornal, colocou seu talento a serviço da legalidade, da ordem pública e do civismo antirrevolucionário. A documentação polêmica dessa fase está reunida em três livros:
A reação do bom senso,
A coluna de fogo e
Afirmações.
Segundo Alfredo Bosi, "a humanidade e o estilo vigorosos garantem a Jackson de Figueiredo um lugar entre nossos grandes prosadores".
Da bibliografia de Jackson de Figueiredo ainda se destacam:
Algumas Reflexões sobre a Filosofia de Farias Brito (1916),
A Questão Social na Filosofia de Farias Brito (1919),
Do Nacionalismo na Hora Presente (1921),
Pascal e a Inquietação Moderna (1924), o romance póstumo
Aevum (1932) e, também póstuma,
Correspondência (1946).
O escritor e polemista teve morte trágica, por afogamento, na praia da Barra da Tijuca.
Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira; Enciclopédia Mirador Internacional
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