Foram os ensinamentos de
Bergson que salvaram Maritain do desespero metafísico e de um pacto de suicídio com sua noiva. Mais tarde, contudo, depois de descobrir o pensamento de
são Tomás de Aquino, Maritain rejeitou o bergsonismo, criando uma interpretação inovadora do tomismo.
Em seu livro
Distinguir para unir os graus de saber, de 1932, Maritain buscou uma explicação realista dos conceitos e de uma teoria unificada do conhecimento, alinhando as ciências empíricas com a filosofia da natureza, a metafísica, a teologia e a mística.
Maritain se opôs ao ceticismo e ao idealismo que, segundo ele, separavam a mente da sensibilidade ao obedecerem ao "angelismo" do intuicionismo de
Descartes.
De suas investigações sobre os efeitos do angelismo na arte, na política e na religião nasceu a obra
Arte e escolástica, de 1920, na qual Maritain emprega conceitos antigos e medievais da arte como virtude - e da beleza como um aspecto transcendental do ser.
Na obra
O homem e o Estado, de 1961, Maritain enfatiza a distinção entre "pessoa" e "indivíduo", o fundamento ontológico dos direitos naturais, as origens religiosas do ideal democrático e a importância do bem comum.
Figura central do neotomismo, Jacques Maritain defendeu - em
Humanismo integral (1936) - uma ordem política que preserve o destino eterno da pessoa humana.
Dicionário de Filosofia de Cambridge
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