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Biografias

Poeta pernambucano

João Cabral de Melo Neto

6/1/1920, Recife (PE)
9/10/1999, Rio de Janeiro, (RJ)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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João Cabral de Melo Neto, entre a diplomacia e a atividade poética premiada

Filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmen Carneiro Leão Cabral de Melo, João Cabral viveu parte da infânica nos engenhos da família nos municípios de São Lourenço da Mata e de Moreno. Com o regresso da família ao Recife, ingressou no Colégio dos Irmãos Maristas, aos dez anos, onde permanece até concluir o curso secundário. Aos 18 anos, era freqüentador do Café Lafayette, ponto de encontro de intelectuais que residiam na capital pernambucana.

Em 1940, a família transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se estabeleceu definitivamente em fins de 1942. Nesse ano, João Cabral publicou seu primeiro livro de poemas, "Pedra do Sono". No Rio, em 1945, inscreveu-se no concurso para a carreira de diplomata. Ingressando no Itamarati, iniciou uma peregrinação por diversos países. Eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomou posse de sua cadeira em 6 de maio de 1969.

Em 1984 foi designado para o posto de cônsul-geral na cidade do Porto (Portugal). Em 1987, voltou a residir no Rio de Janeiro. Durante todos esses anos no exterior e no Brasil, desenvolveu a atividade poética, o que lhe valeu ser contemplado com numerosos prêmios, entre os quais o Prêmio José de Anchieta, de poesia, do 4o Centenário de São Paulo (1954); o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1955); o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro; e o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.

Em 1990 João Cabral de Melo Neto aposentou-se no posto de Embaixador. Da obra poética de João Cabral pode-se mencionar, ao acaso, pela sua variedade, os seguintes títulos: "Pedro do sono", 1942; "O engenheiro", 1945; "O cão sem plumas", 1950; "O rio", 1954; "Quaderna", 1960; "Poemas escolhidos", 1963; "A educação pela pedra", 1966; "Morte e vida severina e outros poemas em voz alta", 1966; "Museu de tudo", 1975; "A escola das facas", 1980; "Agrestes", 1985; "Auto do frade", 1986; "Crime na Calle Relator", 1987; "Sevilla andando", 1989.

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