Johann Baptist von Spix estudou, inicialmente, teologia nos seminários de Bamberg e Würzburg, mas logo passou a cursar medicina. A partir de 1808, entrou para o serviço do governo bávaro, para o qual fez numerosas viagens científicas pela
Europa e no
Brasil.
As primeiras expedições de Spix, em comissão do governo da Baviera, o levam a vários países europeus. A regressar, é nomeado membro da Academia Bávara de Ciências, da qual se torna conservador das coleções zoológicas, em 1811.
Em 1817, inicia sua principal missão científica, ao acompanhar o naturalista
Karl Friedrich Philipp von Martius em sua expedição ao Brasil.
A viagem, que durou três anos, é das mais profícuas. Spix estuda, então, a fauna brasileira. Sozinho, percorre o
rio Solimões, de Tefé a Tabatinga, e o
rio Negro, de Manaus a Barcelos. Até 1820, quando retorna à Europa, faz o inventário de 3.381 espécies de animais brasileiros.
Morte prematura
Infelizmente, Spix faleceu no curso da divulgação do livro sobre a viagem, obra que será concluída, em 1831, por Martius.
Spiz deixou numerosos artigos e monografias, publicados principalmente pela Academia Bávara de Ciências. Entre seus livros citam-se
História e crítica dos sistemas de zoologia desde Aristóteles e
O desenvolvimento do Brasil desde o descobrimento até nossa época. Mas sua principal obra seria
Reise in Brasilien (
Viagem ao Brasil), em três volumes, publicada por Martius entre 1823 e 1831.
Enciclopédia Mirador Internacional; Oxford Dictionary of Scientists
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