Do Klick Educação Klee é um dos representantes mais significativos da arte abstrata. Quando estudava com Franz von Stuck em Munique, entrou em contato com Vassili Kandinsky, de quem se tornou grande amigo. Resumiu o seu credo artístico na seguinte frase: "A Arte não reproduz o visível, mas torna-o visível". Em 1911, participou na exposição do grupo Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Em sua análise das relações entre a forma e a cor, foi essencial a viagem efetuada à Tunísia, com August Macke e Louis Moillet, em 1914, propiciando a consolidação de sua linguagem pessoal, na qual ficaram patentes a abstração e o uso de elementos concretos da realidade. A partir de então, sua obra caracterizou-se pelo colorido intenso e pelo emprego da pincelada fina. Em As Portas de Kairuan (1914), a paisagem dissolve-se numa harmonia de cores. Durante o período da Bauhaus, primeiro em Weimar e depois em Dessau, onde deu aulas de 1921 a 1931, Klee desenvolveu o conceito de trama arquitetônica em quadros compostos por linhas horizontais e verticais, como em Harmonia de Retângulos em Vermelho, Amarelo, Azul, Branco e Preto, de 1923, ou em Caminhos Principais e Caminhos Secundários, de 1929. Introduziu também vários processos gráficos e pictóricos oriundos do Surrealismo, construindo um mundo particular de símbolos. À época da Bauhaus pertencem A Máquina de Chilrear, de 1922, e O Peixe Dourado, de 1925. Em 1931, dedicou-se ao ensino da técnica de pintura na Academia de Düsseldorf, de onde foi despedido porque os nazistas o consideravam um artista "degenerado". Regressou à Suíça, deixando uma obra influenciada por sua grave doença (esclerodermia progressiva) e pelo pressentimento da morte. |
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