Do Klick Educação Filho de um comerciante pertencente à etnia Lunda, estudou na escola metodista. Em 1959, tornou-se presidente da Confédération des Associations Tribales du Katanga (Conakat) que aspirava, depois da independência do Congo (atual Zaire), a um Estado federal que mantivesse estreitas relações com a antiga potência colonial, a Bélgica. A posição que assumiu fez como que rivalizasse com Patrice Lumumba, que o acusou de se converter em peça da manutenção do monopólio econômico da metrópole. Após a independência do Congo, em 1960, Tshombé conseguiu, com a ajuda da Bélgica, promover a separação da província de Katanga (atualmente Shaba), rica em matérias-primas, até que a intervenção das forças de paz da ONU o forçou a renunciar à secessão e à Presidência do Katanga em 1963. Em 1964, foi chamado por Joseph Kasavubu, presidente do Congo entre 1960 e 1965, a desempenhar o cargo de primeiro-ministro do governo central em Kinshasha, pondo fim à secessão da província oriental, a partir da utilização de mercenários brancos e pára-quedistas belgas. Depois de alguns distúrbios políticos, foi destituído em 1965 e, com o golpe de Estado de Joseph-Desiré Mobutu Sese Seko, teve de abandonar o país. Acusado de ter participado no assassinato de Lumumba (1961), foi condenado à morte à revelia. Foi seqüestrado em 1967 na Espanha e conduzido à Argélia, onde permaneceu na prisão até a morte. |
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