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Biografias

Secretário-geral da ONU

Kofi Annan

08/04/1938, Kumasi (Gana)

Da Redação
Em São Paulo

Sétimo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan estudou na Universidade de Ciência e Tecnologia de Kumasi (Gana, África) e completou o seu bacharelado em economia nos Estados Unidos, em 1961. No ano seguinte, começou a trabalhar para as Nações Unidas como funcionário de Administração e Orçamento da Organização Mundial de Saúde, em Genebra. Nos Estados Unidos, na sede da ONU, passou pelos principais cargos, antes de ser eleito secretário-geral, em 1º de janeiro de 1997, pelos próprios funcionários da entidade. No dia 29 de junho de 2001, por recomendação do Conselho de Segurança, foi reeleito para o cargo.

O seu trabalho em prol da paz mundial foi reconhecido. Em 2001, Kofi Annan dividiu com a própria ONU o Prêmio Nobel da Paz. Com o título, Annan passou a ser o quinto negro a receber a premiação. Antes dele, três dos mais importantes nomes na luta contra o racismo também foram agraciados: Nelson Mandela, em 1993, o bispo Desmond Tutu, em 1984. e o reverendo Martin Luther King, em 1964. O primeiro negro a receber o Nobel da Paz foi Albert John Lutuli, em 1960.

Poliglota, Kofi Annan ganhou destaque internacional em 1990, durante a invasão do Kuwait pelo Iraque. Na época, o então secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, autorizou a ida de Annan para o Iraque para tentar repatriar mais de 900 funcionários internacionais que estavam ameaçados pela guerra. Além de conseguir o seu objetivo, o político africano também denunciou as precárias condições vividas por 500 mil asiáticos que se encontravam nos dois países. Annan regressou a seu país de origem de 1974 a 1976, período em que assumiu o cargo de diretor da Empresa de Promoção Turística de Gana.

Além de suas funções oficiais, Annan sempre participou de atividades relacionadas à educação, ao desenvolvimento, ao bem estar e à proteção das pessoas. Mesmo com pouco tempo livre, devido às atividades exercidas na ONU, Kofi Annan foi conselheiro de muitos institutos nos Estados Unidos. Também foi por muitos anos presidente da Junta Diretora da Escola Internacional das Nações Unidas de Nova York, e formou parte da Junta de Governadores da Escola Internacional de Genebra, entre 1981 a 1983.

Como funcionário da ONU, Kofi Annan viajou para todos os continentes, sempre defendendo a paz. Nos conflitos internacionais, a sua postura sempre foi a mesma: a busca do diálogo. Kofi Annan também condenou a invasão dos Estados Unidos ao Iraque, ação que derrubou o ex-presidente Saddan Hussein e deixou milhares de mortos de ambos os lados. Apesar de criticar duramente a postura do presidente George W. Bush, o político africano não conseguiu evitar a guerra entre os americanos e os iraquianos.

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