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Biografias

Cantora argentina

Mercedes Sosa

9 de julho de 1935, San Miguel de Tucumán (Argentina)
4 de outubro de 2009, Buenos Aires (Argentina)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Mercedes Sosa denunciava as desigualdades sociais e as injustiças da América Latina

Haydée Mercedes Sosa nasceu em uma família de trabalhadores. Seu primeiro contato com a fama ocorreu aos 15 anos, quando ganhou um concurso de talentos promovido pela rádio de sua cidade natal, a LV12, apresentando-se sob o pseudônimo de Gladys Osorio. Foi o início de uma carreira dedicada, principalmente, à música folclórica argentina e latino-americana.

Apelidada de "La Negra", Mercedes Sosa também era chamada de "voz de uma maioria silenciosa" e "voz da América Latina". Sua versão da música Gracias a la vida, da chilena Violeta Parra, tornou-se um hino para os esquerdistas de todo o mundo, principalmente durante a ditadura militar argentina, quando Mercedes, depois de ser presa, exilou-se na Europa.

Conhecida por seu longo cabelo negro, pelos ponchos que utilizava em seus espetáculos e por sua poderosa voz de contralto, Mercedes Sosa optou, desde cedo, por um repertório que somava lirismo e protesto político, tornando-se um dos principais expoentes do movimento "Nuevo cancioneiro", que pretendia redescobrir as raízes da música folclórica e, ao mesmo tempo, denunciar a desigualdade social e as injustiças da América Latina.

Apesar de filiada ao Partido Comunista, Mercedes nunca participou ativamente da vida partidária. "Eu nasci para cantar", ela dizia, "minha vida é dedicada a cantar, a encontrar canções e a cantá-las. Se eu me envolvesse na política, teria que negligenciar aquilo que é mais importante para mim, a canção folclórica".
 

Prêmios

Quando de seu regresso à Argentina, em 1982, Mercedes Sosa foi aclamada por todo o país. Logo depois, iniciou uma turnê pelo mundo - e em Nova York, no Carnegie Hall, o público a aplaudiu de pé durante dez minutos.

Suas canções e seu compromisso político lhe asseguraram inúmeros prêmios, como a Ordem de Comendador das Artes e das Letras da República Francesa, o Grande Prêmio do Conselho Argentino de Música e Secretaria Regional para América Latina e Caribe da Unesco, e o prêmio do Conselho Internacional de Música (CIM) da Unesco.

Nos últimos anos, mesmo enfrentando problemas de saúde, Mercedes Sosa continuava a cantar. Seu último álbum, Cantora 1, alcançou significativa vendagem e foi indicado a três prêmios no Grammy Latino, com entrega marcada para 5 de novembro de 2009, em Las Vegas (EUA).

Mercedes Sosa faleceu aos 74 anos.
 

Folha de S. Paulo; El País

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