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Biografias

Político e escritor brasileiro

Plínio Salgado

22/01/1895, São Bento do Sapucaí (Estado de São Paulo, Brasil)
08/12/1975, São Paulo (Estado de São Paulo, Brasil)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Plínio Salgado, líder do fascismo no Brasil

Plínio Salgado nasceu em São Bento do Sapucaí, Estado de São Paulo, no dia 22 de janeiro de 1895, e faleceu em São Paulo (Capital), no dia 8 de dezembro de 1975. Começou sua carreira como jornalista em 1916, em sua cidade natal, no semanário Correio de São Bento.

Iniciou-se na política em 1918, participando da fundação do Partido Municipalista, que reunia líderes de cidades da região do Vale do Paraíba (SP). A morte de sua jovem esposa, alguns dias depois do nascimento de sua primeira filha, fez com que ele abandonasse o estudo dos filósofos materialistas, passando a ler Raimundo Farias Brito e Jackson Figueiredo, pensadores católicos brasileiros.
 

Literatura e modernismo

Depois de mudar para São Paulo, começou a trabalhar no jornal Correio Paulistano, onde se tornou amigo do poeta Menotti Del Picchia. Participou discretamente da Semana de Arte Moderna, em 1922.

Publica seu primeiro romance, O estrangeiro, em 1926. Depois, na companhia de Cassiano Ricardo, Menotti del Picchia e Cândido Mota Filho, filiou-se ao movimento Verde-Amarelo, a vertente nacionalista do modernismo. No ano seguinte, também com del Picchia e Cassiano Ricardo, lançou o movimento da Anta, no qual exaltava o indígena, particularmente o tupi, como o portador das nossas origens nacionais.

Nesse mesmo ano, publicou Literatura e política, obra em que expressava idéias nacionalistas de cunho fortemente antiliberal e agrarista, inspirada em Alberto Torres e Oliveira Viana.
 

Da oposição ao apoio a Getúlio Vargas

Tendo ingressado na política, apóia, em 1930, a candidatura de Júlio Prestes à presidência da República, contra o candidato da oposição, Getúlio Vargas. Nessa época, durante uma viagem à Europa, impressiona-se com o fascismo e com Mussolini.

De volta ao Brasil no dia 4 de outubro de 1930, um dia após o início da revolução que derrubaria Washington Luís, escreve dois artigos no Correio Paulistano em defesa do governo. No entanto, com a vitória dos revolucionários, passou a apoiar Vargas.

Nas páginas do jornal A Razão, fundado por Alfredo Egídio de Souza Aranha, desenvolveu intensa campanha contra a constitucionalização do Brasil. Pouco antes da Revolução Constitucionalista de 1932, a sede do jornal seria incendiada.
 

Ação Integralista Brasileira e exílio

Plínio Salgado cria, então, a Sociedade de Estudos Políticos (SEP), que passou a congregar intelectuais simpáticos ao fascismo. Meses depois, divulga o Manifesto de Outubro, no qual apresenta as diretrizes de um novo partido, a Ação Integralista Brasileira (AIB).

O ideário da AIB inspirava-se no fascismo italiano e valorizava uma série de rituais e símbolos, como a utilização da expressão indígena Anauê ("Você é meu irmão") como saudação, a letra grega sigma () e os uniformes verdes dos militantes.

A AIB cresceu nos anos seguintes, promovendo manifestações em vários pontos do país. Em 1937, Plínio lançou sua candidatura à eleição presidencial marcada para janeiro de 1938. Percebendo a intenção de Vargas de cancelar a eleição e continuar no poder, apoiou o golpe do presidente, esperando fazer do integralismo a base doutrinária do novo regime. Vargas, contudo, decretou o fechamento da AIB, dando a ela o mesmo tratamento dispensado aos demais partidos.

Em 1939, militantes integralistas tentaram, por duas vezes, nos meses de março e maio, promover levantes para depor Vargas. Em maio desse mesmo ano, Plínio Salgado foi preso e, trinta dias depois, enviado para um exílio de seis anos em Portugal.
 

Participação no Golpe de 64

Retornou ao Brasil em 1945, com a redemocratização do país, quando fundou o Partido de Representação Popular (PRP). Em 1955, lançou-se candidato à presidência da República, obtendo 714 mil votos (8% do total), e apoiou a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitscheck.

Elegeu-se deputado federal pelo Paraná em 1958 e reelegeu-se em 1962 (pelo Estado de São Paulo). Em 1964, foi um dos oradores da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo, contra o presidente João Goulart. Apoiou o Golpe Militar de 1964 e, com a extinção dos antigos partidos, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), obtendo mais dois mandatos na Câmara Federal, em 1966 e 1970.

Dentre outros livros, Plínio Salgado escreveu: Vida de Jesus, O esperado, O Cavaleiro de Itararé e A voz do Oeste.
 

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