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Biografias

Jornalista e político brasileiro

Quintino Bocaiúva

4 de dezembro de 1836, Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
11 de junho de 1912, Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Quintino Bocaiúva era um crítico ferrenho do império e divulgava ideais republicanos

Quintino Antônio Ferreira de Souza, que se tornaria conhecido como Quintino Bocaiúva, mudou-se, em 1850, para São Paulo, onde se iniciou profissionalmente como tipógrafo e revisor. No ano seguinte matriculou-se no curso anexo à Faculdade de Direito, mas teve de abandonar os estudos em 1854, por falta de recursos.

Republicano histórico, sua ação se desenvolveu sobretudo na imprensa. Jornalista polêmico, louvado pelos contemporâneos pela agressividade e lógica do discurso, carecia de certa informação teórica, falha que o limitou ao ataque circunstancial à monarquia, sem chegar a produzir obra ideologicamente mais profunda e coerente.

Pertencia ao grupo maçom dos propagandistas, infenso ao positivismo. Foi o único civil a desfilar, ao lado do marechal Deodoro da Fonseca e de Benjamin Constant, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general na manhã de 15 de novembro de 1889. O jornalista montava a cavalo, envergando a sua sempre impecável sobrecasaca preta.
 

Jornalismo engajado

Antes de 1889, em 1854, Quintino Bocaiúva voltou a residir no Rio de Janeiro, onde militou no Correio mercantil, então sob a direção de Francisco Otaviano de Almeida Rosa, e em seguida no Diário do Rio de Janeiro, cujo redator-chefe era o veterano liberal e futuro prócer republicano Joaquim Saldanha Marinho (1816-1895).

Bocaiúva desempenhou nesse período missões jornalísticas no Uruguai e na Argentina, quando tratou amplamente da chamada Questão Platina. Finda a Guerra do Paraguai, faria o confronto entre o império e a república, em artigos e conferências, estas em parte reunidas no volume "As constituições e os povos do rio da Prata", de 1870.

Quintino Bocaiúva figura entre os fundadores de A República e redatores do "Manifesto Republicano", divulgado no primeiro número desse jornal (3 de dezembro de 1870). Empastelada a 27 de fevereiro de 1873, após um comício que promoveu, festejando a implantação da república na Espanha, a folha teve lenta agonia, deixando de circular definitivamente no ano seguinte.

Quintino Bocaiúva, entretanto, não abandonou a luta. Passou a trabalhar em O Globo, até 1883, fixando-se depois em O País. O jornalista tinha pela frente um só objetivo: a mudança do regime monárquico pelo republicano. Daí sua posição crítica diante das crises políticas, especialmente na chamada Questão Militar, contra as punições disciplinares.

Fiel ao "Manifesto Republicano", que propugnava o advento da república pela "evolução" e não pela "revolução", Bocaiúva limitou-se à campanha através da imprensa. Em maio de 1889, o congresso republicano, reunido em São Paulo, nomeou o jornalista como chefe de propaganda.

A essa altura, quando já se conspirava contra a monarquia, foi Bocaiúva quem aproximou o elemento civil dos militares descontentes. As primeiras articulações, com Benjamin Constant e seus discípulos, abriram o caminho para a reunião decisiva na casa do marechal Deodoro da Fonseca, a 11 de novembro de 1889.

Após a instauração da república, Quintino Bocaiúva participou do primeiro ministério do primeiro governo provisório, chefiando a pasta das Relações Exteriores. Nesse posto, tentou solucionar a questão de limites com a Argentina, assinando o tratado de Montevidéu, em 25 de janeiro de 1890; por esse acordo a região de Palmas era dividida entre os dois países.

O congresso nacional, contudo, rejeitou o acordo - e a disputa somente se encerrou em 1895, no governo de Prudente de Morais, por meio do arbitramento do presidente dos EUA, Grover Cleveland.

Tendo deixado o ministério, em 1891, com as honras de general-de-brigada honorário, concedidas a todos os membros do governo provisório, Bocaiúva permaneceu como senador até a votação da Constituição, renunciando ao mandato para retomar a atividade jornalística, como diretor de O País.

Em 1899 foi eleito senador e presidente do Estado do Rio de Janeiro. Novamente eleito para o senado, no qual exerceu a vice-presidência, ali ficou até a morte. Era presidente do Partido Republicano Conservador, quando faleceu.
 

Enciclopédia Mirador Internacional

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