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Biografias

Ditador português

Antônio de Oliveira Salazar

28 de abril de 1889, Vimieiro (Portugal)
27 de julho de 1970, Lisboa (Portugal)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

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Salazar dirigiu por 35 anos o regime ditatorial facista em Portugal

Antônio de Oliveira Salazar foi seminarista durante oito anos. Em 1914, formou-se em direito na Universidade de Coimbra, da qual se tornou catedrático em 1918, na área de ciências econômicas.

Iniciou sua carreira política aderindo à corrente católica que se organizava como reação contra a política laicista e liberal do regime republicano. Milita no Centro Acadêmico de Democracia Cristã e publica artigos e obras especialmente dedicados a questões de tributação e de finanças públicas.

Em 1919, é expulso da universidade, acusado de conspirar contra o regime republicano, sendo depois readmitido. Em 1921 é eleito deputado pelo Centro Católico Português e tem papel de relevo no congresso dessa organização, realizado em 1922.

Instaurada a ditadura militar em 1926, é chamado para ocupar a pasta de Finanças, cargo que só exerce por cinco dias. Regressa ao ensino e publica artigos criticando as contas públicas do Estado, cuja crise financeira se agravara depois do golpe militar.

Novamente convidado a ocupar a pasta de Finanças em 1928, impõe rigor financeiro às contas públicas, inaugurando o que os historiadores chamam de "ditadura financeira": uma política de contenção de despesas, com adiamento das obras de fomento e aumento de receitas pela intensificação da pressão fiscal, além da redução dos vencimentos e do congelamento dos salários.

Ao conseguir o primeiro orçamento sem déficit desde 1914, Salazar torna-se o político de confiança do Exército, resistindo a sucessivas reformas ministeriais.

Ditadura fascista

Com predomínio incontestado no governo, ao qual imprime sua orientação política, Salazar começa a preparar a institucionalização do novo regime português. Em 1932, ano em que oficialmente termina a ditadura militar, Salazar forma seu primeiro governo.

Uma nova Constituição, que substituía a de 1911, foi plebiscitada em 1933 (num pleito em que, de um milhão e trezentos mil de eleitores, houve meio milhão de abstenções). A nova Constituição, de perfil nitidamente fascista, criava o Estado Novo.

No mesmo ano, promulga-se o Estatuto do Trabalho Nacional, que colocava sob controle estatal as associações operárias e patronais. A seguir, suprimem-se os partidos, fundando-se um partido único, a União Nacional (mais tarde, Ação Nacional Popular). A consolidação do regime foi alcançada por meio da instituição da censura e do controle ideológico (Secretariado Nacional de Propaganda) e de uma polícia política de poderes quase ilimitados, a famosa PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado).

Aprovada a nova Constituição, Salazar foi reconduzido ao cargo de presidente do Conselho de Ministros, do qual só foi afastado em 1968, quando sofreu um derrame cerebral, sendo então substituído por Marcelo Caetano.

A ditadura salazarista foi abolida a 25 de abril de 1974, por um movimento militar pacífico, a Revolução dos Cravos.

Enciclopédia Mirador Internacional

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