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Biografias

Artista plástico catalão

Salvador Dalí

11 de maio de 1904, Figueres (Catalunha, Espanha)
23 de janeiro de 1989, Figueres (Catalunha, Espanha)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução/Popart-UK

Reprodução/Popart-UK

Veja Dalí e suas obras

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, marquês de Púbol, mais conhecido como Salvador Dalí, foi pintor, escultor, desenhista, escritor e cineasta catalão. Nasceu em Figueres, na região autônoma da Catalunha (território espanhol), perto de Barcelona, em 11 de maio de 1904, e faleceu no mesmo local, no dia 23 de janeiro de 1989.

Aos cinco anos, Dalí foi levado pelos pais para visitar o túmulo de seu irmão, falecido três anos antes de ele nascer. Chegando ao local, os pais lhe disseram que ele era a reencarnação do irmão, fato no qual Dali acreditou durante muitos anos.

Mais tarde, referindo-se ao irmão e à visita ao cemitério, ele diria: "Eu vivi a morte antes de viver a vida. Meu irmão morreu por causa de uma meningite, com a idade de sete anos [...]. Éramos semelhantes a duas gotas de água, mas com reflexos diferentes".

Apesar do pai disciplinador e austero, Dalí foi apoiado pela mãe em sua carreira artística. Ele teria descoberto a pintura em 1916, durante uma viagem de férias à cidade litorânea de Cadaqués, com a família do pintor impressionista Ramón Pichot.

Em 1922, vai estudar em Madrid, na Real Academia de Belas Artes, iniciando sua obra sob a influência da pintura metafísica de Giorgio de Chirico e Carlo Carra. Expulso da Academia em 1926, depois de afirmar que ninguém ali era competente para julgar o valor de seus trabalhos, transferiu-se para Paris, onde se ligou ao grupo dos surrealistas.

Entre 1928 e 1931, participou de exposições, publicou livros e realizou dois filmes com Luis Buñuel: Um cão andaluz e A idade de ouro.

Paranóia crítica

Entre 1930 e 1935 pintou os seus quadros mais célebres, destacando-se a obra Persistência da memória. Torna-se, então, a figura mais célebre do surrealismo, por sua arte e por suas extravagâncias pessoais.

Como pintor, Dali defendia a representação realista estrita, a pintura como "uma fotografia à mão e em cores". Em compensação, ele se permitia todas as liberdades temáticas: a violência, o erotismo e a criação de um mundo onírico absoluto. Visões monstruosas e cruéis, metamorfoses, etc., tudo corresponde à sua teoria da "paranóia crítica" ou, como ele a definia, "método espontâneo de conhecimento irracional baseado na associação interpretativo-crítica dos fenômenos delirantes".

Depois da 2ª Guerra Mundial, a pintura de Dali se academizou, passando a imitar o classicismo renascentista. O artista passou, então, a expandir suas atividades, criando modas, influenciando a publicidade, inventando móveis, jóias, vestidos, unhas postiças, sapatos musicais para amenizar as caminhadas durante a primavera, etc.

Como artista e como homem, Dali foi uma figura controversa, aclamado por uns e negado por outros. Responsável pela revitalização do surrealismo, ele marcaria para sempre o imaginário mundial com seu extravagante bigode, cultivado sob a influência de um dos maiores mestres da pintura espanhola: Diego Velásquez.

Enciclopédia Mirador Internacional e Fundação Gala-Salvador Dali

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