Menino-prodígio como pianista, Robert Alexander Schumann também adquiriu notável cultura literária. Foi aluno, a partir de 1828, do famoso pedagogo Friedrich Wieck, em Liepzig. Tornou-se um virtuose do piano, até que, em 1832, uma deformação incurável de um dedo encerrou sua carreira.
Fundou, em 1834, a
Nova revista de música, que se tornou porta-voz de todos os esforços musicais sérios na Alemanha. Em 1839, casou-se com Clara Wieck, filha de seu professor. Apesar da relação feliz, os primeiros sintomas da perturbação mental de Schumann começaram a surgir.
Em 1850 Schumann foi nomeado regente de orquestra em Düsseldorf. Em 1854, comete uma tentativa de suicídio. Logo a seguir, a seu pedido, é internado numa casa de saúde mental, onde morre.
Romantismo
Schumann é o maior compositor do Romantismo alemão. É forte, em sua obra, o lado noturno do Romantismo, o pessimismo profundo, influenciado por
Byron.
A criação artística de Schumann realizou-se eruptivamente: muitas obras de valor em curto espaço de tempo, seguidas de intervalos, de produção menos importante. Em menos de três anos o compositor criou suas melhores obras pianísticas, altamente românticas e poéticas, só comparáveis às de
Chopin.
Peças fantásticas é a mais romântica de todas as obras de Schumann. Os
Estudos sinfônicos são, dentre as suas obras pianísticas, as mais difíceis, as mais elaboradas.
Dos numerosos
Lieder de Schumann, os mais valiosos foram escritos no ano de 1840. Grande parte das canções são feitas sobre poemas de
Heine. Os mais belos são os que pertencem ao
Ciclo Eichendorff.
Schumann também foi excelente crítico de música. Foi severo com Rossini e Meyerbeer, reconheceu o valor de
Mendelssohn, descobriu obras inéditas de
Schubert, saudou devidamente Chopin e adivinhou o gênio de
Brahms.
Schumann foi escritor notável, poeta em prosa. Sua música também parece literária; os títulos das pequenas peças são genialmente escolhidos, mas só foram inventados depois da melodia. Sua poesia musical é cheia de frescor - e, ao mesmo tempo, de melancolia profunda.
Schumann sempre preferiu as formas pequenas (a peça pianística, o
lied), mas também compôs quatro sinfonias. Seu
Quinteto para piano e cordas em si bemol maior é de beleza extraordinária, a mais bela música de câmara entre Schubert e Brahms.
Durante os seis últimos anos de sua carreira musical, Schumann escreveu febrilmente, já marcado pela doença mental. Desse período, é notável a sombria abertura para
Manfred, de Byron, a obra mais soturnamente romântica do compositor.
Schumann não foi devidamente reconhecido em vida. Só depois da morte tornou-se um dos compositores mais queridos do público. Influenciou César Franck,
Borodin,
Dvorak e
Grieg.
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