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Biografias

Filósofo dinamarquês

Soren Kierkegaard

5/5/1813, Copenhague, Dinamarca
11/11/1855, Copenhague, Dinamarca

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Kierkegaard, filósofo e escritor prolífico, foi um dos fundadores do existencialismo

Victor Eremita, Johannes de Silentio, Constantin Constantio, Hilarius Bogbinder, Anti-Climacus. Por trás desses pseudônimos curiosos escondeu-se o grande filósofo Soren Kierkegaard. Conhecido por levar uma vida solitária e isolada, Soren Kierkegaard foi um dos fundadores da filosofia existencialista.

Filho de um próspero comerciante e de uma empregada doméstica, Kierkegaard recebeu desde cedo formação religiosa luterana. Em 1830, ingressou no curso de teologia e filosofia da Universidade de Copenhague, interrompido com a morte de seu pai, em 1838.

Antes, em 1837, conheceu Regine Olsen, com quem viveu uma história fabulosa. Logo após tê-la pedido em casamento, Kierkegaard desistiu de casar-se. Para justificar o rompimento, elaborou um complexo conjunto de razões, que incluíam suas crises depressivas e um histórico familiar de infortúnios e desgraças. Com o pretenso objetivo de salvar a reputação de Regine, fez com que parecesse à sociedade ter sido ela a romper o noivado. Fugiu então para Berlim, na Alemanha, onde passou seis meses.

Descobriu mais tarde que Regine casara-se com o alto funcionário Johan Frederik Schlegel, mais tarde nomeado governador das Índias Dinamarquesas Ocidentais (atualmente território de Ilhas Virgens).

Em 1841, Soren Kierkegaard concluiu o curso universitário com uma tese sobre o filósofo grego Sócrates, intitulada "Sobre o Conceito de Ironia".

A partir daí, Kierkegaard tornou-se um filósofo e um escritor prolífico. Escreveu centenas de textos, a maioria ensaios, sobre variados assuntos, entre os quais ataques à filosofia de G. W. F. Hegel e escritos sobre ética, estética e política.

Entre seus primeiros escritos estão "Temor e Tremor", "A Repetição" e "A Alternativa". O pensamento de Soren Kierkegaard não foi sistematizado numa grande obra, mas disseminou-se num grande conjunto de prefácios, ensaios, sátiras, novelas, resenhas e sermões.

Em meados da década de 1850, Kierkegaard tornou-se um reformador religioso. Atacando a prática religiosa vigente, que sobrepunha o poder estatal ao poder religioso, advogou um cristianismo autêntico, baseado na fé e na conversão.

Em outubro de 1855, Kierkegaard sofreu uma queda na rua e foi hospitalizado, com paralisia nas pernas. Recusando-se a receber assistência religiosa, faleceu quarenta dias depois.

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