Rainha do Egito
Cleópatra
69 AC, Alexandria
30 AC, Alexandria
Da Redação
Em São Paulo
Uma das personagens mais marcantes da dinastia lágida, Cleópatra (nome de sete rainhas do Egito) foi sucessivamente esposa de seus irmãos Ptolomeu 13 (morto em 47 AC) e Ptolomeu 14 (morto em 44 AC). Subiu ao trono em 51 AC, após a morte do pai, Ptolomeu 12º, e só o deixou com a sua morte, em 30 AC. A sua relação com os irmãos e maridos foi sempre muito conturbada, a ponto de causar instabilidade política no país.
Cleópatra sempre foi uma mulher extremamente vaidosa e preocupada com o luxo. Costumava apresentar-se em público com jóias de ouro e pedras preciosas (diamantes, safiras, esmeraldas e rubis), que ganhava de pessoas próximas ou encomendava para artesãos.
A luta pelo poder entre a rainha e seu irmão/marido fez com que Cleópatra pedisse ajuda para Roma. Inteligente e sedutora, Cleópatra dominava com perfeição a arte da conquista. Historiadores especializados no Egito antigo contam que, como presente ao imperador Julio César, Cleópatra se deixou embrulhar dentro de um tapete.
Ao desenrolar o presente, o imperador ouviu a rainha dizer que tinha ficado encantada com as suas histórias amorosas e que, assim, resolveu conhecê-lo. Rapidamente, Julio César e Cleópatra tornaram-se amantes. Juntos, tiveram um filho, Cesárion, futuro Ptolomeu 15.
Muito atuante e com força política em Roma, Cleópatra somente retornou para Alexandria em 44 AC, após a morte de Julio César. Sem perder a sua grande vocação para a ambição, seduziu Marco Antonio, que controlava a parte oriental do Império Romano. Durante o período em que os dois permaneceram em Alexandria, tiveram dois filhos. Em troca, Marco Antonio devolveu ao Egito alguns territórios que estavam sob o domínio do Império Romano.
Inconformado com a ação, o Senado Romano declarou guerra à rainha do Egito. Derrotados por Otávio na Batalha de Ácio, em 2 de setembro de 31 AC, Cleópatra e seu último marido, Marco Antonio, fugiram para o Egito, onde cometeram suicídio _a rainha se deixou morder por uma serpente. Após as duas mortes, o Egito voltou a ser controlado por Roma.
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