Os republicanos voltaram à Casa Branca em 1953, após um período de 20 anos de domínio democrata. Para tanto, os caciques do partido convidaram Dwight Douglas Eisenhower, o popular general que liderou as tropas aliadas no célebre Desembarque na Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial.
Eisenhower nasceu no Texas, em 1890 e foi criado no Kansas. Ele foi o terceiro de sete filhos. Talentoso nos esportes no colégio, ele recebeu uma indicação para a Academia Militar de West Point. Ele se destacou em postos de assistência e do estado-maior no início de sua carreira no Exército. Após Pearl Harbor, ele foi convocado a Washington para o planejamento de guerra.
Após o conflito, ele assumiu o comando supremo sobre as forças da Otan formadas em 1951. Emissários republicanos em seu quartel-general, próximo de Paris, o persuadiram a concorrer à presidência em 1952. "I like Ike" (eu gosto de Ike) foi seu famoso slogan.
Eisenhower conseguiu uma trégua na Coréia e trabalhou durante seus dois mandatos para reduzir as tensões da Guerra Fria. Em 1953, a assinatura de uma trégua trouxe uma paz armada ao longo da fronteira da Coréia do Sul. A morte de Stalin no mesmo ano causou mudanças nas relações com a Rússia.
Tanto a União Soviética quanto os Estados Unidos tinham desenvolvido bombas de hidrogênio. Com a ameaça de tamanha força destrutiva pairando sobre o mundo, Eisenhower, juntamente com os líderes dos governos britânico, francês e soviético se reuniram em Genebra, em julho de 1955.
O presidente propôs que os Estados Unidos e a União Soviética trocassem as plantas das instalações militares um do outro. Os russos receberam a proposta em silêncio, mas foram tão cordiais que as tensões relaxaram.
Após sofrer um ataque cardíaco repentino e severo em setembro de 1955, Eisenhower se recuperou, e em seu segundo mandato deu continuidade a maioria dos programas democratas New Deal e Fair Deal.
Com o fim da segregação racial nas escolas, ele usou tropas federais para assegurar o cumprimento das ordens de um tribunal federal; ele também ordenou a dessegregação completa nas forças armadas. "Não deve haver cidadãos de segunda classe neste país", ele escreveu.
Eisenhower se concentrou na manutenção da paz mundial. Antes de deixar o cargo em janeiro de 1961, de sua fazenda em Gettysburg, ele expressou a necessidade de manutenção de uma força militar adequada, mas alertou que vastos e prolongados gastos militares poderiam gerar riscos potenciais ao modo de vida americano. Ambos os temas permaneciam oportunos e urgentes quando ele morreu, após uma longa doença, em 28 de março de 1969.
Com informações da The White House Historical Association
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