Fotógrafo brasileiro
Sebastião Salgado
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
"Quis provocar um debate sobre o estado do planeta. Esta globalização de que tanto se fala não são apenas cifras. Também são pessoas que estão sendo globalizadas. Deixaram-me fotografá-las, tenho a responsabilidade de mostrar estas imagens da maneira mais ampla possível. É uma exposição global."
No ano 2000, quatro cidades no mundo abrigaram ao mesmo tempo a exposição "Êxodos", do fotógrafo Sebastião Salgado. Salgado passou sete anos retratando migrantes, excluídos, marginais e miseráveis - gente sofrida do mundo inteiro.
Filho de pecuaristas, Sebastião Salgado é o único filho homem entre sete irmãs. Mudou-se para São Paulo para estudar economia na Universidade de São Paulo, tornando-se mestre em economia em 1968.
Em Paris, passou a estudar na Escola Nacional de Estatísticas Econômicas, onde obteve o doutorado em 1971. Passou a trabalhar na África, para a Organização Internacional do Café, atividade a que se dedicou até 1973.
De volta a Paris, iniciou começou a trabalhar como repórter-fotográfico free-lancer. Passou depois a trabalhar para agências de prestígio, como a Magnum Photos, em 1979.
De 1979 a 1994 dedicou-se a vários projetos, entre os quais a cobertura da guerra de Angola, o seqüestro de israelenses em Entebe e o atentado ao presidente Ronald Reagan, dos EUA.
Viajando pela América do Sul, captou imagens que resultaram na exposição e no livro "Outras Américas", em 1986. Em 1993 dedicou-se a um projeto sobre a extinção do trabalho manual, em 26 países, do que resultou o álbum "Trabalhadores".
Sebastião Salgado fundou sua própria agência, a Amazonas Images, em 1994, e realizou diversas viagens para documentar populações marginalizadas de 41 países. As imagens desse projeto foram reunidas na exposição "Êxodos", em 2000.
Sebastião Salgado é um fotógrafo reconhecido internacionalmente e já recebeu os principais prêmios de fotografia do mundo. Vive em Paris, casado com Lélia, e tem dois filhos, Juliano e Rodrigo.
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