Filho de portugueses,
Bento Gonçalves da Silva seria encaminhado para a carreira eclesiástica. Muito cedo, porém, demonstrou que sua vocação era militar. Engajou-se na guerrilhas da campanha da Banda Oriental (1811-1812) e participou da guerra contra Artigas (1816-1821), consolidando seu prestígio como soldado. Com a Independência do Brasil, participou da
guerra Cisplatina (1825-1828), sendo nomeado coronel por
dom Pedro 1º.
Em 1834, foi denunciado como rebelde e acusado de manter entendimentos secretos para a separação do Rio Grande do Sul. Chamado à Corte, defendeu-se perante o ministro da Guerra, sendo absolvido e recebido triunfalmente no regresso à província. Os conservadores, no entanto, conseguiram a destituição de
Bento Gonçalves do comando militar da Província do Rio Grande.
Esse foi o estopim da Revolução Farroupilha, que começou em 20 de Setembro de 1835. A luta se estenderia por dez anos.
Bento Gonçalves foi preso e mandado para a Corte. Depois foi encarcerado no Rio de Janeiro e transferido para a Bahia, onde ficou preso no Forte de São Marcelo, a alguns quilômetros mar adentro da cidade de Salvador. Conseguiu, porém, evadir-se da prisão baiana a nado.
No período de sua prisão, a independência do Rio Grande do Sul foi proclamada pelo general Antônio de Souza Neto e
Bento Gonçalves aclamado presidente, a 6 de novembro de 1836. De volta ao Rio Grande, aceitou o cargo e continuou a luta.
A República Rio-grandense terminou em 1845. Estabeleceu-se com os farrapos anistiados um acordo honroso para a pacificação. Após o fim da revolta,
Bento Gonçalves retornou para as atividades do campo sem interessar-se mais por política. Morreu dois anos depois, acometido de pleurisia.
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